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Banco Central diz haver mais de R$ 10 bilhões ‘esquecidos’ em instituições financeira

 

Dados consolidados até novembro de 2025 mostram que 49,31 milhões de pessoas físicas têm direito a receber R$ 7,80 bilhões, enquanto R$ 2,22 bilhões faltam ser devolvidos a 4,96 milhões de empresas

 

Banco Central informou nesta terça-feira (13) haver R$ 10,02 bilhões de “recursos esquecidos” por clientes em bancos, administradoras de consórcios, corretoras, cooperativas e outras instituições financeiras. Segundo os dados consolidados até novembro, 49,31 milhões de pessoas físicas têm direito a receber R$ 7,80 bilhões, enquanto R$ 2,22 bilhões faltam serem devolvidos a 4,96 milhões de empresas.

 

O balanço mostra que a maioria dos beneficiários receberá valores baixos. São 65,20% que podem solicitar a devolução de R$ 0,01 a R$ 10. Do total de clientes, 23,19% tem direito de sacar de R$ 10,01 a R$ 100. Na faixa de R$ 100,01 a R$ 1.000, há 9,77% com “recursos esquecidos” nas instituições financeiras. Valores acima de R$ 1.000,01 estão disponíveis só para 1,85%.

 

Os bancos concentram R$ 6,08 bilhões dos “recursos esquecidos”. Nas administradoras de consórcios, há R$ 2,46 bilhões não resgatados. As cooperativas reúnem R$ 878,49 milhões dos valores a devolver.

A maioria dos “recursos esquecidos” está concentrada em bancos, sendo R$ 6,08 bilhões a serem devolvidos. Há também valores a serem resgatados em:

  • Administradoras de consórcios: R$ 2,49 bilhões;
  • Cooperativas: R$ 878,49 milhões;
  • Instituições de pagamento: R$ 350,14 milhões;
  • Financeiras: R$ 203,69 milhões;
  • Corretoras: R$ 8,20 milhões;
  • Outras entidades: R$ 41,27 milhões.
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Desde que o Sistema de Valores a Receber entrou em operação, em janeiro de 2022, o Banco Central já devolveu R$ 12,92 bilhões. Desse total, R$ 9,53 foram recebidos por 32,01 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 3,39 bilhões foram destinados a 3,74 milhões de empresas.

O sistema permite que pessoas físicas — inclusive falecidas — e empresas consultem se deixaram dinheiro esquecido em alguma instituição financeira. Apesar de o prazo inicial para resgate ter sido anunciado para outubro de 2024, segundo Ministério da Fazenda, não há limite para que os clientes solicitem a devolução de recursos.

Como consultar e solicitar o dinheiro esquecido

A verificação deve ser feita exclusivamente pelo site oficial: valoresareceber.bcb.gov.br. Para acessar, é necessário utilizar uma conta gov.br com nível prata ou ouro. Após a consulta, quem tiver valores a receber deve informar uma chave Pix para facilitar a devolução. Caso não possua chave cadastrada, é preciso contatar a instituição financeira para combinar o recebimento ou criar uma chave e retornar ao sistema.

No caso de pessoas falecidas, somente herdeiros, inventariantes ou representantes legais podem consultar e solicitar o resgate, mediante termo de responsabilidade. O Banco Central não entra em contato por mensagem, ligação ou e-mail para pedir dados pessoais. Qualquer abordagem desse tipo é golpe.

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Solicitação automática: como funciona

Desde maio, o Banco Central permite habilitar a solicitação automática para pessoas físicas. A funcionalidade é opcional e válida só para quem possui chave Pix do tipo CPF.

Para ativar, basta seguir os seguintes passos:

  1. Acessar o Sistema Valores a Receber com conta gov.br (nível prata ou ouro);
  2. Ter a verificação em duas etapas habilitada;
  3. Vincular a devolução à chave Pix CPF;
  4. Confirmar a ativação.

Com a opção habilitada, o cliente não será avisado quando houver valores disponíveis: o crédito será feito diretamente na conta indicada. Instituições que não aderiram ao termo de devolução via Pix continuarão exigindo solicitação manual — o mesmo vale para valores de contas conjuntas.

Segurança reforçada

Para reduzir fraudes, o Banco Central passou a exigir validação em duas etapas no aplicativo gov.br para acessar o sistema. Usuários precisam gerar um código de acesso no celular após inserir CPF e senha. Apesar da simplicidade do processo, a instituição reforça a importância de atenção: todos os procedimentos são feitos somente pelos canais oficiais.

 

 

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Flávio Bolsonaro usa pronome neutro ao pedir apoio e provoca reação entre aliados

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, gerou repercussão nas redes sociais ao utilizar linguagem neutra em uma publicação pedindo união para derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de outubro.

No X (antigo Twitter), Flávio escreveu: “Tá todo mundo querendo vencer a discussão. Mas o que precisamos é ganhar a eleição! Gostaria de contar com todas, todos, todes, todys e todxs!”.

A manifestação ocorreu em meio a debates públicos dentro do próprio campo conservador.

Racha no entorno da pré-campanha
Nos últimos dias, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Carlos Bolsonaro (PL) fizeram cobranças públicas a aliados por maior ênfase no apoio à pré-candidatura de Flávio. Eduardo chegou a criticar o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), cobrando mais comprometimento.

A publicação do senador foi interpretada nos bastidores como um apelo por menos disputas internas e mais foco na eleição.

Reações da base conservadora
Parte dos apoiadores reagiu de forma crítica ao uso de termos associados à linguagem neutra, pauta historicamente rejeitada por setores conservadores. Alguns usuários afirmaram que deixariam de apoiá-lo; outros ironizaram a situação ou questionaram o posicionamento ideológico do senador.

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Também circularam memes e montagens em resposta à postagem.

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