É Direito
STF sedia lançamento de livros sobre mulheres cientistas e novas técnicas de decisão da Corte
A Biblioteca Ministro Victor Nunes Leal, do Supremo Tribunal Federal (STF), sedia, na próxima terça-feira (30), às 18h, o lançamento de duas obras.
Mulheres cientistas
A primeira é a coleção “Meninas sonhadoras, mulheres cientistas”, da juíza auxiliar do Supremo Flávia Martins Carvalho, que narra trajetórias de sucesso e superação. No box, com dois livros, a juíza conta a história de 20 pesquisadoras que alcançaram posições antes estritamente masculinas, abordando a vida e a carreira de mulheres cientistas nas mais diversas áreas. “Queremos contribuir para o empoderamento feminino, para a educação antirracista e para a formação inclusiva, apresentando mulheres bastante diversificadas, que, através de seus saberes, trouxeram grandes contribuições para o Brasil e o mundo”, afirma a escritora.
Oriunda do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), Flávia Martins Carvalho é mestra em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutoranda em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela Universidade de São Paulo (USP). Também é diretora de Promoção da Igualdade Racial da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), além de professora e pesquisadora nas áreas de Filosofia e Teoria do Direito, Direito e Literatura, gênero e questões raciais.
Novas técnicas de decisão do STF
Também será lançado o livro “Novas Técnicas de Decisão do STF – Entre inovações e democracia”, que identifica a atuação do Supremo como um verdadeiro controle de efetividade da Constituição Federal, propondo duas técnicas inovadoras: a inferência constitucional e a integração conforme a Constituição.
A obra é de autoria de Teresa Melo, procuradora federal que, atualmente, exerce o cargo de assessora de ministro no STF. A escritora é doutoranda e mestre em Direito Público pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
EC//CF
Fonte: STF
É Direito
Gilmar Mendes nega recurso e mantém pena de 22 anos a PM por assassinato a tiros em bar

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, manteve a condenação do policial militar Ítalo José de Souza Santos a 22 anos de prisão por homicídio qualificado em Mato Grosso. A decisão, assinada no último dia 8 de abril, encerra a tentativa da defesa de reverter o resultado do julgamento.
O crime ocorreu em 2012, em um bar localizado na Rua Primeiro de Março, em Cuiabá. Na ocasião, Ítalo, acompanhado de outro homem, chegou ao local em uma motocicleta, desceu, retirou o capacete e efetuou disparos contra a vítima, Rodrigo Gonçalves da Silva, que morreu no local.
A condenação foi definida pelo Tribunal do Júri e posteriormente mantida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que rejeitou os argumentos da defesa. Entre as teses apresentadas estavam supostas falhas processuais e a alegação de que a decisão dos jurados seria contrária às provas.
Ao analisar o recurso no STF, Gilmar Mendes destacou que não é possível reexaminar fatos e provas em instância superior, conforme estabelece a Súmula 279 da Corte. Segundo o ministro, acolher os pedidos da defesa exigiria justamente esse tipo de reavaliação, o que é vedado.
Ele também apontou que não houve violação direta à Constituição, classificando as alegações como questões “reflexas”, ou seja, ligadas à interpretação de leis infraconstitucionais — o que impede a análise pelo Supremo.
A decisão reforça o entendimento de que o veredito do Tribunal do Júri deve ser preservado quando sustentado por provas, mesmo diante de versões divergentes apresentadas ao longo do processo. No caso, o crime foi considerado qualificado por motivo torpe e pelo recurso que dificultou a defesa da vítima.
Além da pena de prisão em regime fechado, a sentença também determinou a perda do cargo de policial militar. Com a negativa de seguimento no STF, a condenação se mantém integralmente válida.
Fonte Olhar Juridico
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