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STF promove palestra sobre importância de Rui Barbosa e de suas ideias democráticas

Na próxima quarta-feira (1º), às 12h, o Supremo Tribunal Federal (STF) promove a palestra “A Raiz das Coisas – Rui Barbosa: O Brasil no mundo”, título do livro de Carlos Henrique Cardim, embaixador do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e professor da Universidade de Brasília (UnB). Ele é o convidado da terceira edição do projeto “Diálogos com o Supremo”, que será realizada na Sala de Sessões da Primeira Turma e transmitida pelo canal do STF no YouTube.

Conferência de Haia

O diplomata tratará da importância do advogado e jurista Rui Barbosa e de suas ideias democráticas para o Brasil e para o mundo, com ênfase na extraordinária participação de Rui Barbosa na Segunda Conferência da Paz de Haia, de 1907. Nela, se reuniram, pela primeira vez, todos os Estados soberanos da época, e a atuação do brasileiro redefiniu o lugar da nossa política externa.

Convidado

Carlos Henrique Cardim serviu nas embaixadas do Brasil em Buenos Aires (Argentina), Santiago (Chile), Washington (EUA) e Assunção (Paraguai). Foi diretor do Centro de Estudos Estratégicos (CEE) do Ministério da Ciência e Tecnologia, assessor do secretário-geral das Relações Exteriores e do diretor do Instituto Rio Branco. Doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo, foi decano de Extensão da Universidade de Brasília (UnB) e presidente do Conselho Editorial da Editora da UnB.

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Diálogos com o Supremo

O projeto “Diálogos com o Supremo” visa à difusão do conhecimento jurídico sobre temas relevantes e atuais, em formato de palestras e exposições. A iniciativa é da Secretaria de Altos Estudos, Pesquisas e Gestão da Informação (SAE).

Clique aqui para acessar o canal do STF no YouTube.

EC//CF

Fonte: STF

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É Direito

Gilmar Mendes nega recurso e mantém pena de 22 anos a PM por assassinato a tiros em bar

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, manteve a condenação do policial militar Ítalo José de Souza Santos a 22 anos de prisão por homicídio qualificado em Mato Grosso. A decisão, assinada no último dia 8 de abril, encerra a tentativa da defesa de reverter o resultado do julgamento.

O crime ocorreu em 2012, em um bar localizado na Rua Primeiro de Março, em Cuiabá. Na ocasião, Ítalo, acompanhado de outro homem, chegou ao local em uma motocicleta, desceu, retirou o capacete e efetuou disparos contra a vítima, Rodrigo Gonçalves da Silva, que morreu no local.

A condenação foi definida pelo Tribunal do Júri e posteriormente mantida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que rejeitou os argumentos da defesa. Entre as teses apresentadas estavam supostas falhas processuais e a alegação de que a decisão dos jurados seria contrária às provas.

Ao analisar o recurso no STF, Gilmar Mendes destacou que não é possível reexaminar fatos e provas em instância superior, conforme estabelece a Súmula 279 da Corte. Segundo o ministro, acolher os pedidos da defesa exigiria justamente esse tipo de reavaliação, o que é vedado.

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Ele também apontou que não houve violação direta à Constituição, classificando as alegações como questões “reflexas”, ou seja, ligadas à interpretação de leis infraconstitucionais — o que impede a análise pelo Supremo.

A decisão reforça o entendimento de que o veredito do Tribunal do Júri deve ser preservado quando sustentado por provas, mesmo diante de versões divergentes apresentadas ao longo do processo. No caso, o crime foi considerado qualificado por motivo torpe e pelo recurso que dificultou a defesa da vítima.

Além da pena de prisão em regime fechado, a sentença também determinou a perda do cargo de policial militar. Com a negativa de seguimento no STF, a condenação se mantém integralmente válida.

Fonte Olhar Juridico

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