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MP pede cassação de Chico Gamba por ‘sequestro de seguidores’; recurso segue para o TSE

O Ministério Público (MP) recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para reabrir a investigação sobre possíveis irregularidades cometidas pelo prefeito de Alta Floresta, Valdemar Gamba, conhecido como Chico Gamba (União), durante a campanha eleitoral de 2024. A decisão foi encaminhada ao TSE na última sexta-feira (3) pela desembargadora Serly Marcondes Alves, do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), acatando pedido ministerial.

O MP classifica a conduta de Gamba como um “sequestro de seguidores”, alegando que a equipe do prefeito teria se apropriado do perfil do Instagram ‘Alta Floresta Mil Grau’, originalmente destinado à divulgação de notícias locais para mais de 30 mil pessoas, e transformado o canal em ferramenta de campanha eleitoral.

Segundo o recurso especial eleitoral, a cessão do perfil violou normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a Resolução TSE nº 23.610/2019, pois os seguidores haviam se cadastrado para receber notícias, não propaganda política. O MP solicita que o TSE reconheça a prática de abuso de meios de comunicação, declare a cassação dos diplomas de Valdemar Gamba e de Robson Quintino de Oliveira, e determine a inelegibilidade dos candidatos.

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Divergência do TRE-MT

O TRE-MT, por sua vez, considerou que a página foi cedida à campanha antes do período eleitoral e sem participação de pessoa jurídica, e que isso não configurou ilícito eleitoral. O acórdão destacou que “a caracterização de abuso dos meios de comunicação exige demonstração concreta de gravidade qualitativa e quantitativa, sendo insuficiente a mera quantidade de seguidores para evidenciar desequilíbrio ou violação à paridade de armas”.

O MP, entretanto, argumenta que a questão vai além da cessão gratuita de perfis, apontando que houve uso ardiloso da conta do Instagram em desconformidade com sua finalidade original, ferindo normas eleitorais e de proteção de dados.

Próximos passos

Como não há jurisprudência consolidada sobre o tema, a presidente do TRE-MT decidiu remeter o julgamento do recurso ao TSE, que agora analisará se houve abuso de meios de comunicação digital e se a cassação dos diplomas e inelegibilidade devem ser aplicadas.

A decisão do TSE será determinante para estabelecer precedentes sobre o uso de perfis de redes sociais em campanhas eleitorais e os limites legais para candidaturas no Estado de Mato Grosso.

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Informações Olhar Jurídico

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É Direito

Mutirão Pai Presente oferece reconhecimento de paternidade e exame de DNA em Nova Mutum/MT

O Poder Judiciário de Mato Grosso realizará, entre os dias 3 e 8 de agosto de 2026, mais uma edição do Mutirão Pai Presente, iniciativa que incentiva o reconhecimento voluntário da paternidade e busca reduzir o número de crianças sem o nome do pai na certidão de nascimento.

A ação acontecerá em todas as comarcas do Estado, incluindo Nova Mutum. No município, pessoas interessadas em reconhecer a paternidade ou iniciar o procedimento de investigação com exame de DNA devem procurar o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC).

O atendimento pode ser realizado pelo WhatsApp (65) 9.9999-3003, pelo telefone (65) 3308-3434 ou presencialmente no Fórum de Nova Mutum, localizado na Rua das Helicônias, nº 444-N, bairro Jardim das Orquídeas.

Embora o mutirão seja realizado entre os dias 3 e 8 de agosto, as audiências de reconhecimento de paternidade e a coleta de material para exame de DNA são oferecidas durante todo o ano.

Durante as audiências, as partes poderão formalizar o reconhecimento espontâneo da paternidade. Quando houver dúvidas sobre o vínculo biológico, será possível agendar a coleta de material genético para a realização do exame de DNA.

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Para participar, é necessário apresentar documento oficial com foto, certidão de nascimento e cartão do SUS da criança, além do maior número possível de informações sobre o suposto pai, principalmente telefone para contato.

O Mutirão Pai Presente é coordenado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da Corregedoria-Geral da Justiça, em parceria com o Governo do Estado, Ministério Público, Defensoria Pública e Associação dos Notários e Registradores de Mato Grosso (Anoreg-MT).

A iniciativa integra o movimento nacional Pai Presente, criado para ampliar o reconhecimento da paternidade e garantir às crianças e adolescentes direitos fundamentais, como identidade, cidadania e acesso aos benefícios legais decorrentes da filiação.

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