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Ministra Rosa Weber cumprimenta presidente eleito pela vitória nas urnas

Em pronunciamento na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de onde acompanhou a apuração dos votos neste domingo (30), a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber, celebrou a consagração da vontade majoritária dos eleitores em uma eleição segura e tranquila, apesar da intensa desinformação que marcou a campanha. Ela desejou êxito e felicidades ao presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e ao vice-presidente, Geraldo Alckmin.

A ministra ressaltou a condução do processo eleitoral pelo ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE, e pelos Tribunais Regionais Eleitorais, servidores, juízes, mesários e colaboradores. Também agradeceu o trabalho da imprensa, destacando que “sem imprensa livre não há democracia”, das forças de segurança e dos observadores internacionais.

Segundo a ministra, o sistema eleitoral brasileiro é motivo de orgulho e um exemplo a ser seguido, em razão da segurança e da celeridade, que permitem que os resultados sejam conhecidos em poucas horas. “Esse momento em que se proclama resultado reveste-se de particular importância”, afirmou. “Ele reverencia a escolha do povo livre, por meio de um sistema seguro e auditável, atestando superioridade da ordem constitucional”.

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Rosa Weber enfatizou que o TSE garantiu a certeza e a legitimidade do resultado das urnas, assegurando a soberania da vontade popular. “Que a vitória dos escolhidos nas urnas se suceda e, para tanto, conclamo todos para um amplo esforço coletivo, e que nele nos irmanemos, em prol da união, do respeito e do fortalecimento das instituições, da paz, do crescimento e dos avanços sociais”, asseverou.

A presidente também destacou o papel do STF na defesa da democracia. “O STF continuará firme e coeso na defesa da democracia e estado democrático de direito”, concluiu.


VP//CF
Foto: TSE

Fonte: STF

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Gilmar Mendes nega recurso e mantém pena de 22 anos a PM por assassinato a tiros em bar

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, manteve a condenação do policial militar Ítalo José de Souza Santos a 22 anos de prisão por homicídio qualificado em Mato Grosso. A decisão, assinada no último dia 8 de abril, encerra a tentativa da defesa de reverter o resultado do julgamento.

O crime ocorreu em 2012, em um bar localizado na Rua Primeiro de Março, em Cuiabá. Na ocasião, Ítalo, acompanhado de outro homem, chegou ao local em uma motocicleta, desceu, retirou o capacete e efetuou disparos contra a vítima, Rodrigo Gonçalves da Silva, que morreu no local.

A condenação foi definida pelo Tribunal do Júri e posteriormente mantida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que rejeitou os argumentos da defesa. Entre as teses apresentadas estavam supostas falhas processuais e a alegação de que a decisão dos jurados seria contrária às provas.

Ao analisar o recurso no STF, Gilmar Mendes destacou que não é possível reexaminar fatos e provas em instância superior, conforme estabelece a Súmula 279 da Corte. Segundo o ministro, acolher os pedidos da defesa exigiria justamente esse tipo de reavaliação, o que é vedado.

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Ele também apontou que não houve violação direta à Constituição, classificando as alegações como questões “reflexas”, ou seja, ligadas à interpretação de leis infraconstitucionais — o que impede a análise pelo Supremo.

A decisão reforça o entendimento de que o veredito do Tribunal do Júri deve ser preservado quando sustentado por provas, mesmo diante de versões divergentes apresentadas ao longo do processo. No caso, o crime foi considerado qualificado por motivo torpe e pelo recurso que dificultou a defesa da vítima.

Além da pena de prisão em regime fechado, a sentença também determinou a perda do cargo de policial militar. Com a negativa de seguimento no STF, a condenação se mantém integralmente válida.

Fonte Olhar Juridico

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