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É Direito

Jurista alemão ressalta atuação do STF na defesa do regime democrático

O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu, na tarde desta segunda-feira (7), a visita do professor alemão Armin von Bogdandy. Diretor do Instituto Max Planck de Direito Público Comparado e Direito Internacional Público e professor de Direito Público na Alemanha, ele veio ao Supremo para ministrar a palestra “O mandato transformador do Sistema Interamericano de Direitos Humanos”, do ciclo Diálogos com Supremo.

Democracia

Durante visita às instalações do STF, ele disse que há uma preocupação mundial com a forma com que os tribunais constitucionais enfrentam situações difíceis e que, nos últimos anos, alguns sucumbiram na missão de defender o regime democrático, como na Polônia e na Hungria. Para ele, o STF tem enfrentado bem as ameaças à democracia. “Vimos como a Suprema Corte brasileira se manteve em pé. Essa é a mensagem mais importante que vem deste Tribunal”, disse.

História

Antes da palestra, Armin von Bogdandy foi recebido por servidores da Secretaria de Altos Estudos, Pesquisas e Gestão da Informação (SAE) e do cerimonial para uma visita ao museu, à biblioteca e ao Plenário do Supremo. Ele se disse impressionado com a arquitetura do prédio, mas, sobretudo, com a história da Corte.

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Vínculos

A secretária de Altos Estudos, Manuelita Hermes Rosa Oliveira Filha, ressaltou que a visita do professor se insere no programa de internacionalização do Tribunal e de estreitamento de vínculos com a academia brasileira e internacional, inclusive mediante celebração de acordos para intercâmbio de pesquisadores, palestras e seminários comuns.

SP//CF

Fonte: STF

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É Direito

Gilmar Mendes nega recurso e mantém pena de 22 anos a PM por assassinato a tiros em bar

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, manteve a condenação do policial militar Ítalo José de Souza Santos a 22 anos de prisão por homicídio qualificado em Mato Grosso. A decisão, assinada no último dia 8 de abril, encerra a tentativa da defesa de reverter o resultado do julgamento.

O crime ocorreu em 2012, em um bar localizado na Rua Primeiro de Março, em Cuiabá. Na ocasião, Ítalo, acompanhado de outro homem, chegou ao local em uma motocicleta, desceu, retirou o capacete e efetuou disparos contra a vítima, Rodrigo Gonçalves da Silva, que morreu no local.

A condenação foi definida pelo Tribunal do Júri e posteriormente mantida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que rejeitou os argumentos da defesa. Entre as teses apresentadas estavam supostas falhas processuais e a alegação de que a decisão dos jurados seria contrária às provas.

Ao analisar o recurso no STF, Gilmar Mendes destacou que não é possível reexaminar fatos e provas em instância superior, conforme estabelece a Súmula 279 da Corte. Segundo o ministro, acolher os pedidos da defesa exigiria justamente esse tipo de reavaliação, o que é vedado.

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Ele também apontou que não houve violação direta à Constituição, classificando as alegações como questões “reflexas”, ou seja, ligadas à interpretação de leis infraconstitucionais — o que impede a análise pelo Supremo.

A decisão reforça o entendimento de que o veredito do Tribunal do Júri deve ser preservado quando sustentado por provas, mesmo diante de versões divergentes apresentadas ao longo do processo. No caso, o crime foi considerado qualificado por motivo torpe e pelo recurso que dificultou a defesa da vítima.

Além da pena de prisão em regime fechado, a sentença também determinou a perda do cargo de policial militar. Com a negativa de seguimento no STF, a condenação se mantém integralmente válida.

Fonte Olhar Juridico

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