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Verba para fiscalizar projetos da Copa em MT daria para fazer mais 3 obras

trincheira

O montante gasto com fiscalização e auditoria para verificar se os contratos para a execução das obras de mobilidade urbana para a Copa do Mundo, na Grande Cuiabá, foram cumpridos à risca daria para construir um viaduto e duas trincheiras, semelhantes aos já construídos visando o mundial. O governo do estado e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT) já gastaram mais de R$ 65 milhões com a contratação de seis empresas.

A última empresa contratada foi a CSL Consultoria e Assessoria pela Assembleia Legislativa contratou uma empresa para analisar documentos de empresas que tinham sido contratadas pela extinta Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa) para gerenciar projetos e supervisionar as obras. Essa empresa deve auxiliar os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga indícios de irregularidades nas obras.

A CSL foi contratada, com dispensa de licitação, para a emissão de relatórios técnicos que identifiquem autuações, omissões ou falhas em projetos e serviços de 56 obras da Copa.

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT) alega que a CPI teria contratado uma empresa sem as especificações adequadas para o serviço. De acordo com o presidente do Crea, Juarez Samaniego, esse trabalho deveria ser feito por uma empresa de engenharia. “É uma empresa sem registro no Crea e no seu objeto social não tem a engenharia, então qualquer laudo que ela produzir na área de engenharia é nulo porque não tem atribuição para isso”, afirmou.

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No entanto, o coordenador geral da empresa CSL, Marcos Brito, disse que, por enquanto, não será feito nenhum trabalho de perícia. “Essa fase é simplesmente de processos administrativos da contratação das obras da Copa”, alegou.

O procurador da AL-MT, Luiz Eduardo Rocha, alega que a Casa de Leis não poderia esperar o prazo de 90 dias para fazer uma licitação para contratar a empresa. Por isso, optou pela dispensa de licitação. “Nos baseamos no Artigo 24 da Lei 866 que fala que a administração pode dispensar quando existe uma situação emergencial”, pontuou.

Somados, o valore pago às empresas para a fiscalização foi mais alto que as obras de construção da trincheira do Santa Rosa, que custou R$ 22.992.469,43; da trincheira do verdão (R$ 19,431,672,11) e do viaduto do Despraiado (R$ 18.974.928,43). Juntas, essas obras ficam orçadas em R$ 61,3 milhões.

Pelo governo do estado, foram contratadas cinco empresas. A empresa Planservi Sondotécnica foi quem recebeu valor mais alto para supervisionar e gerenciar projetos e obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Cuiabá e Várzea Grande, região metropolitana da capital: R$ 46 milhões.

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No mês passado, o diretor e sócio da Planservi, Valter Boulos,  prestou depoimento nesta quarta-feira (22) à CPI da Copa, que apura indícios de irregularidades nos projetos, e alegou que a empresa fez vários relatórios apontando problemas e atrasos e cobrando que fossem sanados.

G1 MT

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Cidades

“Gilmarmendelândia” : Cúpula política de MT lança novo distrito que pode se tornar cidade

Um evento de “grosso calibre” político marcou a manhã deste sábado (21) no interior de Mato Grosso. Autoridades de diversas esferas se reuniram para o lançamento oficial do distrito de “Gilmarlândia”, batizado em homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, este natural de Diamantino (a 182 km de Cuiabá).

O lançamento atendeu a um chamado direto do megaempresário do agronegócio Eraí Maggi. Através de um áudio, divulgado via WhatsApp, Eraí convocou as principais lideranças do estado para prestigiar o empreendimento, que já conta com planejamento e mapa definidos.

A lista de autoridades presentes no evento reflete a influência do homenageado e do organizador,. O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União), e o deputado estadual Max Russi (PSB) já estavam no local do lançamento pela manhã. E aguardavam as chegadas do próprio ministro Gilmar Mendes e do governador Mauro Mendes (União).

ONDE FICA?

O novo distrito será situado após o Trevo da Libra, entre os municípios de Diamantino e Campo Novo do Parecis. O território é estratégico para o setor produtivo, sendo habitado em grande parte por funcionários dos grupos de Eraí e Blairo Maggi, que possuem extensas propriedades rurais na localidade.

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