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Dia de Campo na Parecis SuperAgro busca pecuária mais lucrativa

As possibilidades técnicas e de gestão para aumentar a lucratividade da pecuária mato-grossense estão na pauta do Dia de Campo que a Marfrig promove durante a Parecis SuperAgro 2020, no dia 31 de março, a partir das 7h30. O evento será realizado na unidade da empresa em Campo Novo do Parecis e será o primeiro evento da 13ª edição da feira, que ocorre de 31 de março a 3 de abril.

Três palestras integram a programação do Dia de Campo. Antonio Chaker, da Inttegra, falará sobre “Como elaborar e executar uma estratégia para ampliação de lucro”, em uma abordagem mais voltada para a gestão rural. Caio T. de Godoy, da FC Stone, apresentará um panorama com as perspectivas da pecuária em 2020, e Marco Balsalobre, da Bellman Nutrição Animal, abordará “Sistemas Intensivos de Recria”.

Localizado em uma região com clima favorável e farta oferta de insumos para a alimentação de animais, Campo Novo do Parecis experimentou nos últimos 15 anos uma grande expansão na atividade pecuária bovina. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o rebanho bovino cresceu 200% de 2005 a 2018 – passando de 37 mil cabeças para 113 mil animais. Hoje, o sindicato projeta um rebanho de 150 mil animais, além de outras 160 mil cabeças de gado somente no sistema de confinamento.

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E a tendência é continuar em ampliação. “Estamos em um lugar estratégico, pois em todo o entorno do município temos propriedades de pecuária. Nosso maior diferencial é que devido à agricultura, temos oferta firme de nutrição animal para engorda”, observa o presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis, Antonio Brolio.

O município é um exímio produtor de grãos. De acordo com o Sindicato Rural, foram colhidas 1,3 bilhão de toneladas de soja no último ciclo – volume favorável à produção do farelo de soja, largamente usado na dieta animal.

Com relação ao milho, cultura que em 2019 registrou uma colheita de 1 bilhão de toneladas, a novidade é o DDG. Esse concentrado proteico é composto por grãos de milho secos por destilação, resultantes do processo de fabricação de etanol de milho. O segmento vivencia um movimento de expansão, com oito usinas em funcionamento em Mato Grosso. Especificamente em Campo Novo do Parecis, a Etamil, usina do grupo Coprodia, pretende iniciar a fabricação de etanol de milho a partir de junho.

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O Dia de Campo de pecuária da Parecis SuperAgro 2020 é gratuito. Para participar, os interessados devem se inscrever neste link: http://parecis2020.tmeventos.com.br/campo.php. A expectativa dos organizadores é reunir cerca de 300 pessoas.

Mais informações em www.parecissuperagro.com.br.

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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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