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Traçado da Ferronorte deve ter túnel e terminal de cargas em Diamantino e Sinop

Imagem Ilustrativa

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O futuro traçado da Ferronorte (Ferrovia Senador Vicente Vuolo) entre Cuiabá e Santarém, passando pelo município de Sinop, deve ter terminal de cargas em Diamantino (130 KM de Cuiabá). A alternativa está sendo analisada pela Valec, estatal federal responsável pelas estradas de ferro do país. O tema foi discutido esta semana em Brasília.

De acordo com o presidente do Fórum Pró-Ferrovia de Cuiabá, Francisco Vuolo, está em fase de finalização o projeto para definir o traçado da ferrovia entre Rondonópolis e Cuiabá e entre a capital a Santarém (PA).

“Uma das alternativas, é que se aproxime de Diamantino, estrategicamente. Pensamos em no Alto Paraguai. Seria um salto fantástico. Lá já há frigoríficos e agroindústrias. O traçado também beneficia o escoamento das jazidas de cimento e calcário”, afirmou.

Ele acrescenta que para o trecho entre Sinop e o município de SantaréM, em função do relevo e de obstáculos ambientais, áreas militares e indígenas, as alternativas ainda são muito limitadas.

“Da capital até Sinop já há desenhos de traçado em fase de detalhamento. De Sinop pra cima, o projeto vai merecer detalhamento maior. Isto está passando por estudo mais e deve e envolver o governo do Pará. Uma vez conclusos os estudos, ANTT definirá o modelo de concessão, se dividida, quais trechos, quantos processo”, explicou.

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De acordo com o ex-secretário estadual de Logística Intermodal de Transportes, estudos apontam quatro alternativaspara a chegada das composições até Cuiabá.

“O traçado terá desviar do sobre e desce do revelo. A inclinação não pode ser superior a 1% e a curvatura máxima será de 600 metros para alcançarmos velocidade padrão entre 80 e 100 km hora. A ferrovia deve chegar à região sul de Cuiabá, próximo ao distrito industrial. Está sendo analisado o contorno da reserva indígena Teresa Cristina. Deverá ter um pequeno túnel em uma parte da ferrovia. Todas as alternativas estão sendo analisadas”, comentou.

Já a possibilidade de transporte de passageiros entre Rondonópolis e Cuiabá vai depender da definição do traçado para as cargas.

“O transporte de passageiros será um incremento a mais. Poderemos então definir as vagas para restaurantes, a questão turística e os benefícios sociais, já que o cidadão poderá futuramente deixar o carro para fazer o trajeto de trem, que é mais seguro”, ponderou.

De Brasília – Vinícius Tavares/ olhar direto

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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