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Parecis SuperAgro deve movimentar R$ 80 milhões em negócios

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A Parecis SuperAgro é realizada em Campo Novo do Parecis (município a 380 km de Cuiabá) entre os dias 13 e 16 de abril, no Parque de Exposições “Odenir Ortelan”.
Sediada no estado campeão em produção, a Parecis SuperAgro vem crescendo e ganhando a confiança do setor a cada ano. Para se ter ideia, no ano passado, as cifras dos negócios realizados durante a feira ultrapassaram a casa dos R$ 60 milhões, isto, com a participação direta de 115 empresas e mais de 14 mil visitantes.

“Para este ano, a expectativa é de que os números aumentem significativamente”, afirma o presidente do Sindicato Rural de Campo Novo dos Parecis e coordenador da feira, Alex Utida.

Em sua 7ª edição, a Parecis SuperAgro é focada na diversidade da segunda safra. E este ano os realizadores trabalharam uma mega estrutura para atender mais de 200 expositores e receber cerca de 15 mil visitantes.

“Tudo o que há de mais moderno no ramo da agricultura e da pecuária, como maquinário e implementos agrícolas, estarão expostos na Parecis SuperAgro”, afirma Alex. A programação ainda contempla leilão de animais, palestras e rodadas de negócios e debates com representantes e personalidades do setor.

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PALESTRANTES — Para isto, a feira trouxe no dia 14, o especialista em planejamento e gestão estratégica pela Universidade de São Paulo (USP), doutor Marcos Fava Neves, abordará “Uma Visão de Futuro ao Agro Brasileiro”.

A jornalista Sônia Bridi será a palestrante do dia 15 de abril com o tema “Brasil, quem paga é você?”, a partir das 14h30. E senador Cristovam Buarque (PDT-DF) falará sobre educação de qualidade, no dia 16 de abril (programação completa no quadro abaixo).

Personalidades do cenário político também participarão da feira como o pré-candidato a presidência da República, senador Aécio Neves (PSDB-MG), também confirmou presença na abertura da exposição, no dia 14 de abril.
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PROGRAMAÇÃO:

13 de abril | Domingo

13h – Leilão

14 de abril | Segunda-feira

08h – Café da manhã08h30 – Solenidade de abertura (Com Aécio Neves)

09h – Palestra “Uma Visão de Futuro ao Agro Brasileiro” – com Dr. Marcos Fava Neves – especialista em planejamento e gestão estratégica/USP14h – Palestra “Máxima produtividade com o uso de plantas de alto desempenho” – Dr. José de Barros França Neto –Sementes Adriana

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15 de abril | Terça-feira

08h30 – Palestra “Produção de Bovinos em Sistema Rotacionado Intensivo com Integração Agricultura”, com Dr. Ricardo Divino Vantin – da Tortuga

09h30 – Palestra “Manejo da Mosca Branca no Sistema Agrícola”, com Dr. Massaru Yokoyama – da Arysta

13h30 Palestra “O apoio do BNDES ao setor agropecuário: um foco nos programas de apoio à armazenagem, inovação e agricultura de baixo carbono”, com Thiago Cabral Peroba — do BNDES

14h30 – Palestra da jornalista Sônia Bridi

16 de abril | Quarta-feira

09h – Palestra “Desafios no Manejo de Plantas Daninhas e Oportunidades para Tecnologias de Tolerância a Herbicidas”, com Mário Von Zuben– da Dow

14h – Palestra “Educação de Qualidade Igual para Todos- Federalização da Educação Básica”, com Cristovam Buarque – senador da República e ex-ministro da Educação

17h30 – Lançamento do projeto “Jovens Produtores do Brasil”,da Famato18h30 – Encerramento com a apresentação da Orquestra Sinfônica jovem do Brasil

Da Assessoria

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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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