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Diamantino, Sorriso e Campo Novo estão na mira de investimentos de Israel

O secretário chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, e o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Nilton Borgatto, receberam nesta quarta-feira (30.10), o embaixador de Israel no Brasil, Yossi Avraham Shelley, e sua comitiva no Palácio Paiaguás. A visita de cortesia busca estreitar os laços entre o país e o estado de Mato Grosso em projetos de inovação e agronegócio.

“Os empresários de Mato Grosso são protagonistas do desenvolvimento e o Estado busca, desde o início do ano, o equilíbrio em todas as áreas para que possamos crescer ainda mais e aumentar as oportunidades de emprego e renda. Estaremos imbuídos na desburocratização para dar o ambiente que os investidores precisam para estarem aqui”, afirmou Carvalho.

O embaixador Yossi Shelley visitou os municípios de Sorriso, Diamantino e Campo Novo do Parecis e disse que gostou do que conheceu. “Para fazer negócios, temos que conhecer as pessoas pessoalmente e ver com os nossos próprios olhos. Essa primeira visita foi muito importante. Israel é um país conhecido como uma potência em inovações tecnológicas e startups e, juntos, podemos derrubar fronteiras”, ressaltou.

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O novo ambiente de negócios que está sendo construído em Mato Grosso foi destacado pelo secretário César Miranda. “Estamos trabalhando com simplificação e desburocratização e este é um ambiente produtivo para atrair investimentos. Queremos estar ao lado de um país como Israel, que está na vanguarda em muitos setores, e esperamos que esta visita gere frutos”, disse.

O presidente da Associação dos Produtores de Feijão, Trigo e Irrigantes de Mato Grosso (Aprofir), Marlon Fedrizzi, acompanhou a visita do embaixador durante a semana. “Tivemos a oportunidade de mostrar o lado empresarial da agricultura e também a grande área preservada de Mato Grosso e a seriedade com que tratamos a produção e o meio ambiente”, finalizou.

A Aprofir é a representante em Mato Grosso da Câmara de Cooperação Israel Brasil Central, que tem o objetivo de fazer a inter-relação entre os países por meio de cooperação técnica.

Participaram da reunião ainda o deputado estadual Xuxu Dalmolin, o diretor do Parque Tecnológico, Rogério Nunes, a superintendente de desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação, Lecticia Figueiredo, e a assessora de Relações Internacionais, Rita Chiletto.

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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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