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Senar-MT é parceiro em eventos agropecuários do estado

A agenda de eventos do setor agropecuário está repleta de programações no mês de maio. Nesta semana, cinco deles ocorrerão simultaneamente no estado com apoio dos Sindicatos Rurais e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) e demais parceiros.

Em Cuiabá será realizado o 2º Acricorte, nos dias 12 e 13 de maio. O evento reunirá os principais nomes ligados à pecuária que realizarão palestras técnicas sobre bovinocultura de corte, economia, mercado, tecnologia e saúde. Entre os palestrantes confirmados está Arthur Igreja, que será o responsável pela palestra magna do evento, intitulada “O futuro do Agronegócio”. A palestra é um oferecimento do Senar/MT.

Em Vila Rica, o 5º Encontro Tecnológico de Produção, Logística e Comércio está programado para os dias 11 a 14 de maio. O objetivo é promover um encontro entre produtores rurais e empresas do setor agropecuário buscando trazer conhecimento e desenvolvimento para o Vale do Araguaia.

Em Juara, de 11 a 13 de maio acontece o 4º Encontro Técnico de Atualização que falará sobre atualidades na integração de sistemas de cultivo e criação na Amazônia Mato-Grossense. No dia 14, será realizado o Dia de Campo 4ª Vitrine Tecnológica Agrícola. A entrada será 1 kg de alimento não perecível. Os eventos em Juara são organizados pela AgriSciences da Universidade Federal de Mato Grosso – campus Sinop.

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No interior do estado, exposições também movimentarão o cenário agropecuário. As cidades de Nova Mutum e Sorriso receberão exposições entre os dias 11 e 14 de maio: a Exponova e a Exporriso, respectivamente. De 19 a 21 de maio, será a vez de Rio Branco com a ExpoRio.

Na próxima semana, Alta Floresta será o palco da Tecnoalta entre os dias 18 a 21 de maio. Mesma data em que ocorre o 5º Agrotec Show em Barra do Garças. Para encerrar o mês de maio, Pontes e Lacerda realizará a Oeste Rural Show, nos dias 25 a 28.

Para junho, o principal evento do Sistema Famato será a Famato Embrapa Show, dos dias 22 a 24, presencialmente em Cuiabá. Serão apresentadas mais de 80 tecnologias, entre produtos, cultivares, equipamentos, metodologias e recomendações técnicas, desenvolvidos por 14 Unidades da Embrapa.

A programação da Famato Embrapa Show contará com quatro paineis temáticos, feira com uma ilha de tecnologias digitais; bancadas para apresentação de produtos e equipamentos; sessão de pôsteres; e mini palestras.

Programação

11 a 14/05

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5º Encontro Tecnológico de Produção, Logística e Comércio de Vila Rica

11 a 14/05

Exponova – em Nova Mutum

Exporriso em Sorriso

12 e 13/05

Acricorte em Cuiabá

12 a 14 de maio

ExpoCamp – em Campinápolis

18 a 21/05

5º Agrotec Show – em Barra do Garças

4ª, 5ª e 6ª Tecnoalta – em Alta Floresta

19 a 21/05

Exporio – em Rio Branco

25 a 28/05

Oeste Rural Show – em Pontes e Lacerda

22 a 24/06

Famato Embrapa Show

Com Assessoria Acricorte

Com Assessoria Embrapa

Selo
Fonte: CNA Brasil

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Agro Notícias

União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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