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Cidades

Sogra e genro passam mal após beber uísque e viram suspeita de intoxicação por metanol em MT

Dois casos suspeitos de intoxicação por metanol estão sendo investigados pela Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) no município de Itanhangá, a 447 km de Cuiabá. As vítimas são uma mulher de 42 anos e um homem de 26, identificados como sogra e genro, que teriam consumido doses de uísque no último domingo (2).

De acordo com informações da Secretaria de Saúde local, os dois apresentaram sintomas horas após a ingestão da bebida, inicialmente interpretados como efeitos de uma ressaca comum. No entanto, na terça-feira (4), o quadro clínico piorou, e ambos procuraram atendimento médico. Eles foram encaminhados ao Hospital Regional de Sorriso, onde permanecem internados.

A mulher, de 42 anos, teve fadiga intensa, dores de cabeça e dificuldade para enxergar, sintomas compatíveis com intoxicação por metanol. Ela precisou ser entubada e segue em estado grave. Já o genro, de 26 anos, está em observação e apresenta estado de saúde estável.

O secretário municipal de Saúde de Itanhangá, Bruno Félix, informou que os pacientes aguardam o resultado dos exames laboratoriais que irão confirmar ou descartar a presença da substância tóxica.

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De acordo com o painel de monitoramento da SES, há um caso confirmado de intoxicação por metanol em Mato Grosso um homem de 24 anos internado em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Além dos dois casos de Itanhangá, outros dois estão sob investigação, sendo um em Água Boa e outro também em Várzea Grande.

O metanol é uma substância altamente tóxica, usada na indústria, que pode causar cegueira, falência renal e até a morte quando ingerida. Casos de contaminação geralmente estão ligados a bebidas alcoólicas adulteradas ou de origem clandestina.

A SES reforça o alerta para que a população evite o consumo de bebidas sem procedência comprovada e denuncie estabelecimentos suspeitos à Vigilância Sanitária.

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Vereador apresenta projeto para proibir competições de “Farmar Aura” em espaços públicos

Foi lido oficialmente durante a 69ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Cáceres, realizada nesta segunda-feira (3), o Projeto de Lei nº 01/2026, de autoria do vice-presidente da Casa, vereador Isaías Bezerra (Republicanos). A proposta pretende proibir a realização de campeonatos, disputas e eventos competitivos da prática conhecida como “aura farming” (“farmar aura”) em praças, parques, ginásios e demais espaços públicos do município.

Segundo o texto, a restrição tem como foco principal eventos que envolvam a participação, a presença ou a exposição de crianças e adolescentes.

De acordo com o projeto, considera-se “aura farming” a prática popularizada nas redes sociais em que pessoas realizam poses, gestos ou atitudes encenadas para ganhar prestígio e repercussão na internet, especialmente quando organizadas em formato de competição.

A proposta também proíbe a concessão de alvarás, autorizações, patrocínios e a cessão de espaços públicos para esse tipo de evento. No entanto, o projeto deixa claro que a vedação não se aplica a manifestações culturais, religiosas, artísticas ou esportivas tradicionais, nem a condutas individuais espontâneas que não tenham caráter competitivo.

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Penalidades

Caso a lei seja aprovada, os organizadores que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que incluem desde advertência por escrito, multa de 10 Unidades Fiscais de Cáceres (UFICs/MT) cerca R$ 717,20, dobrada em caso de reincidência ou quando houver envolvimento de menores. Além da possível suspensão ou cassação do alvará de funcionamento de estabelecimentos envolvidos.

O projeto também determina que, sempre que forem constatadas crianças ou adolescentes em eventos proibidos, os órgãos de fiscalização comuniquem imediatamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) para adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Incentivo a atividades educativas

Como alternativa, a proposta autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas de conscientização sobre os riscos de modismos virais e a ampliar projetos voltados ao contraturno escolar.

Entre as ações previstas estão a expansão de escolinhas esportivas nos bairros, oficinas de música, dança e teatro com valorização da cultura pantaneira, além de cursos de tecnologia e qualificação profissional.

Na justificativa do projeto, Isaías Bezerra cita um episódio ocorrido em Cuiabá, onde um encontro relacionado à prática foi proibido administrativamente no Parque das Águas. Segundo o parlamentar, a intenção é fazer de Cáceres um dos primeiros municípios a estabelecer uma legislação específica sobre o tema.

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Após a leitura em plenário, o Projeto de Lei nº 01/2026 segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser votado pelos vereadores.

O que é “aura farming”?

O termo “aura farming” ganhou popularidade nas redes sociais e refere-se à prática de realizar ações, poses, desafios ou comportamentos com o objetivo de ganhar popularidade, admiração ou repercussão na internet. Em alguns locais, essas práticas passaram a ser organizadas em disputas e competições, especialmente entre jovens, com gravações para plataformas digitais. O projeto de lei não proíbe a prática individual, mas busca impedir a realização de eventos competitivos em espaços públicos municipais, sobretudo quando envolvam crianças e adolescentes.

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