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Saúde

Congo declara epidemia de sarampo após doença matar mais que Ebola

O governo do Congo declarou na segunda-feira (10) uma epidemia de sarampo, que, segundo as cifras mais recentes do Ministério da Saúde mostram, já matou ao menos 1.500 pessoas, mais de uma centena além daquelas mortas pelo Ebola.

Enquanto as autoridades de saúde se concentravam na muito mais fatal febre hemorrágica viral do Ebola, que se concentrou no leste sem lei da República Democrática do Congo, cerca de 65 mil casos possíveis de sarampo foram relatados no vasto país do centro africano.

O Ministério da Saúde revelou os números do sarampo ao declarar a epidemia na segunda.

A organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) disse nesta terça-feira (11) que 1.500 mortes por sarampo foram registradas nos cinco primeiros meses de 2019, a taxa mais alta desde 2012, que teve a epidemia de sarampo mais mortal da última década.

Até agora o Ebola matou 1.390 pessoas na província congolesa de Kivu do Norte, segundo mostraram as cifras mais recentes do Ministério da Saúde.

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Pedido de vacinas

A MSF pediu “uma mobilização maciça de todas as organizações nacionais e internacionais relevantes para vacinar mais crianças e tratar pacientes afetados pela doença”.

O Ministério da Saúde disse que sua campanha de vacinação visará 1,4 milhão de crianças pequenas e que 2,2 milhões foram vacinadas em abril.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançou a campanha #VacinasFuncionam em abril para se contrapor a uma reação contra a vacinação provocada por pais de diversas partes do mundo.

Bem Estar

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Saúde

Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.

Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.

O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.

Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.

Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.

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Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.

A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.

O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.

Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.

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Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.

Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.

Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.

Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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