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Projeto da UFMT lança “pacu enlatado” para concorrer com sardinha e valorizar produção de peixes de água doce

O ‘Pacu enlatado’ faz parte de um projeto de pesquisa desenvolvido há mais de 20 anos na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) que cria uma comida enlatada à base de peixe. O objetivo é agregar valor ao pescado, que é um produto bem consumido no estado. O professor de tecnologia de alimentos e nutrição, Paulo Afonso Rossignoli, desenvolve o estudo com alunos do campus de Cuiabá.

O professor afirma que a indústria da produção do peixe enlatado seria útil para agregar valor ao trabalho dos pescadores da região. O projeto de pesquisa “Apertização de Pescado do Pantanal Matogrossense” tem como objetivo principal, a investigação do potencial econômico da piscicultura.

“A ideia surgiu da possibilidade de agregar valor a algumas espécies de peixes que não tenham tanto valor monetário, como piau, piranha e piraputanga. Esses peixes podem ser comprados e comercializados com a possibilidade grande de conseguir com o pequeno produtor ou pescador”, explicou Rossignoli.

Esses peixes são de baixo custo e vendidos a preços acessíveis, e com o processo de enlatamento agrega-se valor ao produto. Em comparação com lata de sardinha de 135 gramas, o pacu enlatado custaria em torno de R$ 5 ou R$ 6.

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O processo para a fabricação consiste em três partes, primeiro em colocar o pescado dentro de uma lata e fazer a exaustão, que é o aquecimento do produto dentro do recipiente e após lacrado na recravadeira. Segundo, com o produto lacrado, é aquecido novamente a temperatura mínima de 80ºC na autoclave.

Terceiro o produto fica em descanso, durante 15 dias, para que se possa ser analisado eventualmente o surgimento de algum defeito ou inconsistência. Após esse processo e sem o surgimento de defeitos na produção ou inconsistências no produto, ele poderá ser consumido.

Segundo Paulo, a ideia é bastante interessante, porém um processo caro para implantação, pois é preciso de um frigorífico, uma linha de produção e muita matéria prima. O pescado de água doce enlatado seria um concorrente da sardinha, só que com sabor mais refinado.

Para o professor, os produtos já produzidos no mercado, como a sardinha e o atum, são poucas opções de consumo devido ao alto consumo de peixes pela população. Produtos enlatados com outras variedades de peixes de água doce seria uma inovação, e o estado é o terceiro em produção de peixes.

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Na atualidade, a indústria da produção de enlatados com pescado prepara outras opções com peixes, mas para venda in natura. Paulo disse que a piraputanga seria a melhor opção, pois foi o experimento mais saboroso já produzido.

G1

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“Beatificação do padre Nazareno torna região Oeste de MT referência religiosa no país”, afirma governador

O governador Otaviano Pivetta afirmou que a beatificação do padre Nazareno Lanciotti projeta Jauru e a região Oeste de Mato Grosso para o país, transformando o município em uma referência para o turismo religioso.

Otaviano participou, neste sábado (13.6), da cerimônia de beatificação realizada em Jauru. O evento reuniu milhares de fiéis, peregrinos e caravanas de diversas regiões do Brasil e da Itália.

“Mato Grosso ganha com esse reconhecimento. A região ganha e Jauru passa a ter uma referência importante para o país. É uma alegria ver esse acontecimento histórico acontecer em Mato Grosso”, afirmou.

Segundo o governador, além do significado para a comunidade católica, a beatificação também contribui para ampliar a visibilidade da região Oeste.

“A região tem vocação para isso. É uma região muito bonita, cheia de belezas naturais, próxima ao Pantanal. Tem vocação para o turismo e, por que não, para o turismo religioso. Isso vai depender muito dos interesses locais e da dedicação da própria região, mas o Estado tem interesse em apoiar as iniciativas dos municípios e de todas as igrejas, de modo geral”, destacou.

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Para Otaviano Pivetta, a beatificação reconhece a trajetória de um religioso que dedicou a vida ao atendimento da população e deixou um legado que permanece vivo na região.

“É o reconhecimento de um mártir da Igreja Católica, de alguém que doou a própria vida para fazer o bem. Para nós, cristãos, é um momento muito importante. A Igreja tem critérios rigorosos para conceder esse reconhecimento e, para mim, é uma alegria e uma feliz coincidência que esse acontecimento histórico esteja acontecendo durante o meu mandato”, ressaltou o governador.

Durante mais de três décadas de atuação em Jauru, padre Nazareno se dedicou ao trabalho pastoral e a ações voltadas ao atendimento da população, tornando-se uma das principais referências religiosas da região.

Padre Nazareno Lanciotti
Nascido na Itália, padre Nazareno Lanciotti chegou ao Brasil na década de 1970 e se estabeleceu em Jauru, onde atuou por mais de 30 anos. Ao longo desse período, desenvolveu ações religiosas, sociais e comunitárias voltadas ao atendimento da população.

Em 2001, foi vítima de um atentado e morreu dias depois. O Vaticano reconheceu oficialmente seu martírio, abrindo caminho para a beatificação realizada neste sábado, em Jauru. A decisão o torna beato da Igreja Católica, etapa que antecede a canonização.

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