Cidades
Mato Grosso é o estado que mais age no combate ao desmatamento, aponta MapBiomas
A plataforma reúne dados estaduais e federais de combate ao desmatamento ilegal, com base nos dados públicos disponibilizados pelos órgãos ambientais de todo o país.
Conforme a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, as ações de fiscalização remota – por imagens de satélite de alta resolução – e em campo, aumentaram nos últimos anos.
Além de atender os alertas dentro do mesmo ano, a Secretaria também agiu para responsabilizar infratores que desmataram em anos anteriores, graças à estratégia de trabalho desenvolvida pela Gerência de Planejamento de Fiscalização e Combate ao Desmatamento (GPFCD).
“Ao detectar qualquer mudança de vegetação por meio dos alertas estaduais, a Sema envia e-mails e faz ligações para os proprietários de áreas cadastradas, avisando que identificamos o desmate. Hoje o desmatamento ilegal é visto rapidamente, que em alguns casos envia equipes em campo para frear o desmate ainda no início”, explica o secretário Executivo da Sema-MT, Alex Marega, sobre o atendimento dos alertas.
Como reflexo da ação rápida, o Estado aumentou a responsabilização dos crimes ambientais. Entre 2008 e 2018, foram R$ 2,5 bilhões de multas aplicadas por desmatamento e incêndios. Nos últimos quatro anos, entre 2019 e 2022, aplicamos R$ 5,2 bilhões. “Então nesse período praticamente dobramos o volume de autuações que fizemos nos últimos dez anos”, destaca.
Outra ação que merece destaque é o embargo remoto das áreas não cadastradas. “Mesmo que o infrator não seja identificado, a área em que ocorreu o ilícito é embargada e segue em monitoramento constante afim de responsabilizar o proprietário quando este for identificado, sendo mais uma ferramenta importante no combate ao desmatamento ilegal”, destaca a gerente da GPFCD, Graziele Gusmão.
O indíce que garante a Mato Grosso o primeiro lugar aumentou em comparação com o lançamento do monitor, de 41% em maio de 2022 para 45,5%.
Em segundo lugar está Minas Gerais (35,6%), Amazonas (31,3%), Pará (30,2%). Outros estados que também informaram dados de fiscalização são: Acre, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Pará, Rondônia e São Paulo.
Monitor de Fiscalização
O Monitor da Fiscalização do Desmatamento é uma iniciativa do MapBiomas que recolhe e organiza informações sobre autorizações de desmatamento, autuações e embargos emitidos pelos órgãos ambientais federais e estaduais. O objetivo da análise é monitorar o quanto do desmatamento verificado e publicado pelo MapBiomas Alerta, foi autorizado ou teve ações de fiscalização pelo poder público.
Operação Amazônia
O governo de Mato Grosso lançou na semana passada a Operação Amazônia contra crimes ambientais, com 200 servidores em campo e equipes de monitoramento remoto para promover a responsabilização de infratores. Em caso de desmatamento ilegal, é feito o embargo da área, aplicado multa e apreendido o maquinário.
Fonte: GOV MT
Cidades
Do agro ao petróleo: empresa arremata bloco de exploração em Nova Mutum

Uma empresa arrematou um bloco de exploração de petróleo e gás em Nova Mutum (MT) e iniciou os preparativos para testes em campo. A previsão é realizar cerca de 500 coletas de amostras entre junho e julho, como parte da fase inicial de análise do potencial da área.
O prefeito Leandro Félix informou que se reuniu nesta terça-feira (14) com representantes da Dillianz Petro, responsável pelo bloco, para alinhar os próximos passos do projeto.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o gestor destacou que a iniciativa faz parte de um planejamento estratégico de crescimento do município. “É um momento muito importante para Nova Mutum. Estamos vivendo um planejamento bem definido de desenvolvimento e queremos avançar com esse projeto”, afirmou.
De acordo com a empresa, as coletas devem ocorrer em diferentes áreas do município, incluindo propriedades rurais. Por isso, a orientação é que produtores e proprietários estejam atentos à passagem das equipes nos próximos meses.
“Entre junho e julho, as equipes estarão em campo para realizar as coletas. É uma etapa fundamental para entender o potencial da região”, explicou o prefeito.
Ainda segundo a gestão municipal, o projeto pode representar uma mudança no perfil econômico da cidade, tradicionalmente baseada no agronegócio. A expectativa é que a possível exploração de petróleo e gás atraia investimentos, gere empregos e abra novas oportunidades.
Apesar do avanço, esta fase ainda é inicial e voltada à coleta de dados técnicos. A exploração comercial dependerá dos resultados das análises e do cumprimento das etapas de licenciamento ambiental e viabilidade econômica. Veja abaixo o vídeo divulgado pelo prefeito:
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