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Falta de tempo: Cabeleireiro é preso por deixar cachorro sem comida e água

Jovem de 23 anos alegou “falta de tempo” após cão ser encontrado em meio à sujeira, infestação de pulgas e fezes no local

A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu nesta sexta-feira (7) um cabeleireiro de 23 anos acusado de maus-tratos contra um cachorro encontrado em situação de abandono e extrema sujeira em Vila Rica, a mais de 1.200 km de Cuiabá.

A denúncia chegou à Delegacia de Vila Rica e relatava que havia animais sendo deixados sem água e comida durante toda a semana, o que teria causado, inclusive, a morte de alguns cães.

Ao chegar ao local, os policiais encontraram três imóveis no mesmo lote, sendo que em dois havia animais. Na casa da frente, estava um cão de pequeno porte coberto de pulgas e carrapatos, cercado por fezes espalhadas, forte cheiro de urina e até um rato morto perto do local onde o bicho descansava.

As vasilhas de água e comida estavam vazias, sujas e danificadas, sem nenhuma condição de uso. Um frasco com substância química não identificada também foi apreendido e encaminhado para análise da Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica).

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Durante a ação, o morador chegou ao local e confessou que havia abandonado os animais por “falta de tempo”. Ele contou que possuía três cães — um pitbull furtado, outro abandonado após adoção, e o que foi encontrado no imóvel.

No momento da abordagem, o homem ficou alterado e precisou ser algemado. Ele foi conduzido à delegacia e autuado em flagrante por maus-tratos a animais domésticos, conforme prevê a legislação ambiental brasileira.

*Com informações de Olhar Direto

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Ministério Público conclui que Cão Orelha não morreu por agressões de adolescentes e pede o arquivamento

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) anunciou, nesta terça-feira (12/5), que as evidências periciais refutam a possibilidade de que os adolescentes em investigação tenham agredido o cão comunitário Orelha, que foi encontrado ferido na Praia Brava, no norte de Florianópolis (SC).

Após revisar quase 2 mil arquivos, o MPSC concluiu que a morte do animal está relacionada a uma condição pré-existente e grave, e não a qualquer agressão por parte de humanos.

Com base nas investigações, a procuradoria solicitou na última sexta-feira (8/5) o arquivamento do caso referente à morte de Orelha.

Conforme o MP, relatórios policiais indicavam que o jovem suspeito e o animal haviam estado juntos na praia por aproximadamente 40 minutos, mas a perícia revelou um descompasso de cerca de 30 minutos entre os horários registrados pelas câmeras de um condomínio e pelo sistema de monitoramento público, conhecido como Bem-Te-Vi.

As imagens evidenciam que, enquanto o adolescente estava nas proximidades do deck da praia, Orelha se encontrava a cerca de 600 metros de distância.

“O estudo revelou que nos momentos em que o adolescente esteve na área do deck, o cão estava situado a aproximadamente 600 metros. Portanto, a suposição de que ambos compartilharam o mesmo espaço por cerca de 40 minutos não é válida”, ressaltou o MPSC.

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Adicionalmente, as análises periciais mostraram que o cão mantinha plena mobilidade e um padrão normal de locomoção quase uma hora após o momento em que se acredita que a suposta agressão teria ocorrido, o que afasta a hipótese de que ele teria retornado da praia já debilitado por agressões.

Saúde do cão Orelha

Os laudos veterinários anexados ao processo excluíram a possibilidade de traumatismo recente passível de maus-tratos. Segundo o perito que realizou a exumação, todos os ossos do animal foram analisados e não foram encontradas fraturas ou lesões relacionadas à ação humana.

Os exames revelaram sinais de osteomielite na região do maxilar esquerdo — uma infecção óssea crônica e grave, possivelmente associada a doenças periodontais avançadas.

Imagens do crânio anexadas ao processo mostram uma lesão profunda e antiga, com perda de pelos, descamação e inflamação, compatíveis com uma infecção de longo prazo. A localização da ferida, abaixo do olho esquerdo, corresponde ao edema observado pelo veterinário que atendeu o animal.

O MPSC também destacou que a fotografia obtida durante o atendimento veterinário mostrava apenas inchaço no olho esquerdo do cão, sem outros sinais evidentes de violência.

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De acordo com as Promotorias de Justiça, o conjunto de provas demonstra que Orelha faleceu devido a um quadro clínico grave que levou à eutanásia.

O órgão ainda mencionou a morte da cadela Pretinha, companheira de Orelha, ocorrida poucos dias depois, em decorrência da doença do carrapato, ressaltando a situação de vulnerabilidade sanitária dos animais.

Conclusão

Além do arquivamento do caso, o Ministério Público solicitou que cópias do processo fossem enviadas à Corregedoria da Polícia Civil de Santa Catarina para investigar possíveis irregularidades na apuração.

O órgão também pleiteou a investigação sobre eventuais vazamentos de informações sigilosas relacionadas ao adolescente investigado e anunciou a abertura de uma apuração específica sobre a possível monetização de conteúdos falsos relacionados ao caso nas redes sociais, com o suporte do CyberGAECO.

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