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Morte e abandono de cachorrinhos causa indignação em Nova Mutum

Dois episódios de maus-tratos a animais, registrados em menos de 24 horas, causaram revolta e comoção em Nova Mutum/MT e acenderam um alerta sobre a recorrência desse tipo de crime na cidade. As ocorrências foram registradas na quarta-feira (07) e na manhã desta quinta-feira (08), em bairros diferentes, mas com o mesmo padrão de crueldade: descarte irregular de animais mortos.

O primeiro caso veio à tona na quarta-feira (07), no bairro Arara Azul. Uma mulher foi flagrada abandonando o corpo de um animal morto dentro de uma caixa, em um terreno baldio localizado na rua dos Coqueiros. A ação foi registrada por moradores da região, que encaminharam as imagens à equipe de jornalismo do site Power Mix.

Diante da gravidade da situação, a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente (SAMA) foi imediatamente acionada. Após análise das imagens e diligências no local, a equipe conseguiu identificar e localizar a responsável. Confrontada com as provas, a mulher confessou o ato e foi formalmente notificada, conforme prevê a legislação ambiental vigente.

Já na manhã desta quinta-feira (08), uma nova denúncia de maus-tratos ganhou repercussão no bairro Flor do Pequi 1, na rua das Açucenas, esquina com a rua dos Gravatas. No local, moradores encontraram dois filhotes de cachorro mortos dentro de sacos de lixo, descartados de forma irregular. Um terceiro filhote ainda estava vivo e foi resgatado.

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Indignado, um morador gravou um vídeo denunciando a crueldade. “Olha a covardia que fizeram aqui. Dois mortos e um vivo. Jogaram no lixo. Dá até dor ver isso. Pra que fazer isso?”, desabafou.

Outra moradora também registrou a cena e relatou que os animais estavam dentro de um saco plástico jogado em frente à residência. Segundo ela, o ponto é usado com frequência para o despejo irregular de resíduos. “Isso é uma vergonha. Moro ali, já tenho oito cachorros e resgatei mais um. A gente não sabe mais o que fazer”, afirmou.

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Ministério Público conclui que Cão Orelha não morreu por agressões de adolescentes e pede o arquivamento

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) anunciou, nesta terça-feira (12/5), que as evidências periciais refutam a possibilidade de que os adolescentes em investigação tenham agredido o cão comunitário Orelha, que foi encontrado ferido na Praia Brava, no norte de Florianópolis (SC).

Após revisar quase 2 mil arquivos, o MPSC concluiu que a morte do animal está relacionada a uma condição pré-existente e grave, e não a qualquer agressão por parte de humanos.

Com base nas investigações, a procuradoria solicitou na última sexta-feira (8/5) o arquivamento do caso referente à morte de Orelha.

Conforme o MP, relatórios policiais indicavam que o jovem suspeito e o animal haviam estado juntos na praia por aproximadamente 40 minutos, mas a perícia revelou um descompasso de cerca de 30 minutos entre os horários registrados pelas câmeras de um condomínio e pelo sistema de monitoramento público, conhecido como Bem-Te-Vi.

As imagens evidenciam que, enquanto o adolescente estava nas proximidades do deck da praia, Orelha se encontrava a cerca de 600 metros de distância.

“O estudo revelou que nos momentos em que o adolescente esteve na área do deck, o cão estava situado a aproximadamente 600 metros. Portanto, a suposição de que ambos compartilharam o mesmo espaço por cerca de 40 minutos não é válida”, ressaltou o MPSC.

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Adicionalmente, as análises periciais mostraram que o cão mantinha plena mobilidade e um padrão normal de locomoção quase uma hora após o momento em que se acredita que a suposta agressão teria ocorrido, o que afasta a hipótese de que ele teria retornado da praia já debilitado por agressões.

Saúde do cão Orelha

Os laudos veterinários anexados ao processo excluíram a possibilidade de traumatismo recente passível de maus-tratos. Segundo o perito que realizou a exumação, todos os ossos do animal foram analisados e não foram encontradas fraturas ou lesões relacionadas à ação humana.

Os exames revelaram sinais de osteomielite na região do maxilar esquerdo — uma infecção óssea crônica e grave, possivelmente associada a doenças periodontais avançadas.

Imagens do crânio anexadas ao processo mostram uma lesão profunda e antiga, com perda de pelos, descamação e inflamação, compatíveis com uma infecção de longo prazo. A localização da ferida, abaixo do olho esquerdo, corresponde ao edema observado pelo veterinário que atendeu o animal.

O MPSC também destacou que a fotografia obtida durante o atendimento veterinário mostrava apenas inchaço no olho esquerdo do cão, sem outros sinais evidentes de violência.

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De acordo com as Promotorias de Justiça, o conjunto de provas demonstra que Orelha faleceu devido a um quadro clínico grave que levou à eutanásia.

O órgão ainda mencionou a morte da cadela Pretinha, companheira de Orelha, ocorrida poucos dias depois, em decorrência da doença do carrapato, ressaltando a situação de vulnerabilidade sanitária dos animais.

Conclusão

Além do arquivamento do caso, o Ministério Público solicitou que cópias do processo fossem enviadas à Corregedoria da Polícia Civil de Santa Catarina para investigar possíveis irregularidades na apuração.

O órgão também pleiteou a investigação sobre eventuais vazamentos de informações sigilosas relacionadas ao adolescente investigado e anunciou a abertura de uma apuração específica sobre a possível monetização de conteúdos falsos relacionados ao caso nas redes sociais, com o suporte do CyberGAECO.

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