Agro Notícias
Sorriso: energia é restabelecida após 3 dias e suinocultores estimam prejuízos acima de R$ 15 mil
A concessionária de energia confirmou, há pouco, ao Só Notícias, que os 20 postes derrubados pelos ventos fortes às margens da estrada na Linha Celeste, no setor rural de Sorriso foram recolocados e o serviço restabelecido, hoje por volta das 6h45. Os moradores da região estavam sem energia elétrica desde domingo à noite prejudicado as granjas de criação de suínos.
De acordo com o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Itamar Antônio Canossa, os prejuízos devem passar dos R$ 15 mil. “Essa é perca econômica direta. Outra situação foi a necessidade de fabricar ração em outros pontos. Estávamos tendo que alugar fábricas, pagar mão de obra a mais. São situações que não tem como mensurar o valor. Foram transportadas mais de 20 toneladas de ração por dia nesse período”.
Canossa explicou ainda que sem a energia e climatização das granjas, matrizes acabaram morrendo. “É possível imaginar uma matriz com cerca de 240 quilos, com filhotes e tendo que criar em um barracão com temperatura de 40 graus. É um sofrimento grande. Uma matriz custa em média R$ 1 mil. Além da morte dos filhotes tem todo o processo de inseminação e os quatro meses de gestação. É um prejuízo de R$ 3 mil”.
Anteriormente Itamar Antônio explicou que na região são quatro granjas com produção de 7 mil porcos. “Algumas granjas são automatizadas com sistemas fechados. Dessa forma, é jogado no chão e os amimais não comem a ração. A geração própria de energia não é suficiente. São ao menos R$ 5 mil de prejuízo por dia somente nessas granjas se calcularmos o peso que esses animais estão deixando de ganhar”.
Conforme Só Notícias já informou, a estação meteorológica do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) campus de Sorriso registou ventos de 51 quilômetros por hora no domingo. Os ventos acompanhados de uma chuva rápida de ao menos 20 minutos foram suficientes para causar diversos prejuízos no município. Algumas árvores e postes na região central da cidade caíram. Diversos bairros como Bom Jesus, Industrial, São Matheus, Santa Maria e parte do centro ficaram sem energia elétrica após explosão de transformadores.
Agro Notícias
Milho dispara 12% em Sorriso e saca chega a R$ 47 com oferta limitada

O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.
Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.
Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.
A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.
Mercado externo preocupa
Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.
As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.
Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.
Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.
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