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Circuito Nelore de Qualidade em Diamantino (MT) bate recorde com avaliação de 5.908 bovinos

Recorde histórico na etapa de Diamantino
O Circuito Nelore de Qualidade registrou um novo recorde em Diamantino (MT), com 5.908 animais avaliados na etapa realizada em outubro, um aumento de 76% em relação a 2024, quando 3.354 bovinos passaram pelo processo de avaliação.

O evento aconteceu na unidade do Friboi e contou com a organização da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) e da Associação dos Criadores de Nelore do Mato Grosso (ACNMT), com apoio da Matsuda Sementes e Nutrição Animal e do próprio frigorífico.

“Esse recorde reflete o comprometimento da pecuária mato-grossense com a produção de carne de qualidade e reforça o papel do Circuito para orientar decisões e valorizar quem produz com excelência”, destaca Victor Paulo Silva Miranda, presidente da ACNB.

Perfil dos animais avaliados
Na 24ª etapa nacional do Circuito, foram avaliadas 4.796 carcaças de machos não castrados e 1.112 de fêmeas. Do total, 1.476 animais foram terminados a pasto e 4.432 vieram do confinamento. Participaram 26 pecuaristas de 20 municípios do estado.

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Entre os machos, 96% possuíam até quatro dentes incisivos permanentes, indicando idade inferior a três anos, com peso médio de 21,8 arrobas e 69% com cobertura de gordura mediana.

Nas fêmeas, 96% tinham até quatro dentes incisivos permanentes, peso médio de 16,5 arrobas e 93% com cobertura de gordura mediana.

Premiação dos melhores lotes de machos
A medalha de ouro para o melhor lote de machos foi para a Agropecuária Passo do Lobo (Nova Mutum/MT).

A prata ficou com Sérgio Martins Villela, da Fazenda Jacamim (Nova Mutum/MT), e o bronze foi conquistado pela SLC Agrícola, Fazenda Planorte I (Sapezal/MT).

Premiação dos melhores lotes de fêmeas
Entre as fêmeas, a medalha de ouro foi entregue a Carlos Ricardo Camargo Garcia, da Fazenda São Carlos da Vargem Comprida (Santa Rita do Trivelato/MT).

O prata ficou com Marlon Fedrizzi, da Fazenda Barra do Matrincha 01 (Brasnorte/MT), e o bronze foi para Mônica Fenner Ramos, da Fazenda Fim da Picada (Nova Mutum/MT).

“Esse prêmio mostra que estamos no caminho certo, com integração entre gerência, agricultura e pecuária, e engajamento de toda a equipe e fornecedores”, afirma Carlos Ricardo Camargo Garcia.

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Circuito Nelore de Qualidade
Criado pela ACNB, o Circuito Nelore de Qualidade promove a genética Nelore e a evolução da produção de carne de qualidade. A iniciativa avalia os resultados dos produtores, considerando diferentes sistemas de produção e realidade local.

Desde 1999, o Circuito conta com apoio de Friboi, Frisa, Cooperfrigu, Fribal, Masterboi e Matsuda Sementes e Nutrição Animal.

Na Bolívia, é organizado em parceria com a Asocebu e o frigorífico Fridosa, e no Paraguai, pela Associação Paraguaia dos Criadores de Nelore, com apoio da Minerva Foods.

O Circuito é considerado o maior campeonato de avaliação de carcaças de bovinos do mundo, consolidando-se como referência em qualidade e inovação na pecuária Nelore.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro Notícias

União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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