Agro Notícias
Sistema Faepa/Senar-PB reúne técnicos de campo e supervisores da ATeG
Os técnicos de campo e supervisores da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar Paraíba se reuniram nesta quinta-feira, em Campina Grande. O encontro teve como objetivo alinhar as atividades e compromissos em andamento relacionados ao Programa Agronordeste, iniciativa do Mapa em parcerias com instituições como o Senar, além de discutir a metodologia ATeG.

Durante a abertura do evento, o presidente Mário Borba falou sobre o comprometimento dos profissionais e os resultados esperados com o trabalho. “Já temos casos em que os produtores terminaram o ciclo da ATeG e resolveram contratar o técnico posteriormente. Ou seja, a assistência realizada com qualidade é garantia de trabalho também para vocês. Precisamos elevar a renda dos agropecuaristas e contamos com todos”, defendeu.
Ao longo do dia, eles participaram de um treinamento com o professor Luiz Tiradentes. Especialista em comportamento humano, o administrador e instrutor nacional do Senar apresentou os modelos de sistema vencedor e não vencedor, provocando os participantes a uma experiência de autoconhecimento.
“Um exemplo do sistema não vencedor é o da pessoa que cobra muito a perfeição no seu trabalho. Ela pode se prejudicar com a sensação de ansiedade e dificuldade na tomada de decisão. Esses aspectos comportamentais são muito importantes e podem ser decisivos para a qualidade do trabalho”, resumiu.

A experiência foi valorizada pelos profissionais, a exemplo do técnico Gilson Miranda, que atua no projeto de assistência na mandiocultura, na região de Mari. “Gostaria de parabenizar toda a equipe, foi um dia muito produtivo principalmente para nosso autoconhecimento profissional”, destacou.
Em vias de dar início às turmas do programa Agronordeste II, a gerente do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural, Andrea Souza, também avaliou positivamente a iniciativa.
“O nosso encontro contribuiu para fortalecer as atividades realizadas em campo junto aos produtores em atendimentos e que iniciarão a assistência. Assim, acreditamos que a experiência de hoje contribuiu para aprimorar a qualidade desse trabalho através da motivação da equipe diante dos desafios vivenciados em campo”, concluiu Andrea.
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Agro Notícias
Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.
A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.
O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.
Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.
Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.
Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.
No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.
O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.
“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.
Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.
“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.
Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima
Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.
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