Agro Notícias
Sindicato rural de Juscimeira amplia atuação com flexibilização sanitária
O Sindicato Rural de Juscimeira está investindo em treinamentos voltados ao setor de turismo e na expansão das propriedades atendidas pela Assistência Técnica e Gerencial do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT). A expectativa é que neste terceiro ano de funcionamento, a instituição oferte – em parceria com o Senar-MT – 90 ações educacionais e disponibilize mais três frentes de ATeG.
Atualmente, Juscimeira conta com duas frentes em funcionamento: bovinocultura de leite e bovinocultura de corte. Estão em fase de planejamento duas em fruticultura e a segunda em bovinocultura de corte. “Começamos a rodar no ano passado e agora queremos aumentar o número de produtores atendidos”, destaca o presidente do Sindicato Rural de Juscimeira, Dolor Vilela.
Além da assistência técnica, também estão disponíveis capacitações aos moradores das mais de 10 comunidades/ distritos atendidos pelo Sindicato de Juscimeira. De acordo com o presidente, apesar do Sindicato ser novo, a demanda por cursos é alta. “Temos um potencial de ecoturismo muito grande e consequentemente a procura por capacitação na área. Em algumas comunidades já realizamos cursos de cadeia produtiva de turismo que consiste em cinco treinamentos sequenciais sobre o tema”, destaca.

Segundo ele, com a redução dos casos de Covid-19 e a flexibilização das restrições sanitárias, espera-se que em 2022, o Sindicato atue com força total. “Neste ano, já ofertamos Mutirão Rural, Cine Senar e Mulheres em Campo. Estivemos parados em dois dos três anos de funcionamento, por conta dos cuidados sanitários. Com a diminuição dos casos de Covid-19, estamos ampliando a nossa atuação”.
Programação – Para o mês de maio estão previstos treinamentos das Normas Regulamentadoras (NR) 33 e – espaço confinado e NR 35 – trabalho em altura. Em junho deverão ocorrer uma série de oficinas de beneficiamento do leite. As oficinas possuem carga horária de apenas quatro horas e ensinarão a produzir queijo minas frescal e queijo mussarela trança e nozinho.
Também para junho estão programados cursos de inclusão digital rural, níveis básico e intermediário. Neles, os participantes que não são familiarizados com computadores, podem aprender noções de informática, nos mais diferentes níveis de aprendizagem. “Iremos fazer uma reorganização do Plano Anual de Trabalho para inserir as novas demandas que surgiram e esperamos alcançar 90 capacitações neste ano”, destaca.

Demanda – Os interessados em participar de treinamentos ou em serem atendidos pela ATeG devem procurar o Sindicato Rural de Juscimeira, localizado ao lado da Praça da Matriz. Nele é possível verificar as turmas e datas disponíveis para cada capacitação e conhecer outros produtos ofertados.
Vale lembrar que as ações realizadas pela parceria com o Senar-MT são uma forma de retribuir a contribuição do produtor rural, em forma de conhecimento.

Agro Notícias
Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.
A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.
O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.
Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.
Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.
Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.
No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.
O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.
“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.
Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.
“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.
Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima
Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.
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