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Seminários em cinco cidades fortalecem transparência do Conseleite-PR

Uma série de seminários por diferentes regiões do Paraná terminou com o saldo de promover maior transparência do Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Estado do Paraná (Conseleite-PR). Durante dois meses, representantes do Sistema FAEP/SENAR-PR, do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Paraná (Sindileite-PR) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR) percorreram o Estado para apresentar e esclarecer dúvidas dos produtores rurais com relação à metodologia que resulta na divulgação mensal de um valor de referência para o leite paranaense.

Em Francisco Beltrão, no Sudoeste, 125 pessoas estiveram presentes

Os encontros foram realizados em Francisco Beltrão (6/4), Missal (10/5), Marechal Cândido Rondon (10/5), Toledo (11/5) e Umuarama (11/5). Ao todo, participaram 386 pessoas, que acompanharam apresentações sobre como funciona o trabalho do Conseleite-PR. O órgão, mensalmente, divulga o valor de referência para o leite seguindo rigorosamente um método científico, desenvolvido pela UFPR. Os participantes também puderam tirar suas dúvidas.

Em Marechal Cândido Rondon, no Oeste, evento contou com 60 expectadores

Para o presidente da Comissão Técnica de Bovinocultura de Leite do Sistema FAEP/SENAR-PR, Ronei Volpi, os encontros foram fundamentais para fortalecer o Conseleite-PR, presente desde 2002. “A síntese do Conseleite-PR é a transparência. Ao longo do tempo, é natural que novas pessoas passem a frequentar as reuniões e é necessário promovermos esclarecimentos sobre a dinâmica desse trabalho. Essa série de eventos fortaleceu ainda mais o conselho, que desempenha um papel imprescindível à cadeia produtiva como um todo”, enfatiza Volpi.

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O Noroeste teve em Umuarama um encontro com 82 presentes

A técnica Nicolle Wilsek, do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP/SENAR-PR, lembra que os encontros foram realizados a pedido dos produtores rurais. “Como conselho, as decisões são tomadas em conjunto, com amplo debate entre as partes envolvidas, o que inclui produtores e membros das agroindústrias. Os bovinocultores solicitaram os encontros e participaram massivamente, o que demonstra o interesse em ter dados confiáveis, que reflitam a realidade de mercado do Estado e sirvam como um norte para a tomada de decisões”, explica.

Ao todo, 65 participantes estiveram em Missal, no Oeste

Conseleite-PR

O Conseleite-PR foi fundado em outubro de 2002, com o objetivo de estabelecer relações justas entre produtores rurais e indústrias, reduzindo conflitos que se estabeleceram entre as partes com a desregulamentação do setor na década de 1990. As alternativas encontradas em debates transparentes e democráticos têm contribuído de forma significativa para favorecer o desenvolvimento sustentável tanto na produção de leite como de seus derivados, além de promover melhorias contínuas de qualidade na cadeia produtiva como um todo.

A entidade se autodenomina como associação civil, com estatuto e regulamentos próprios. Compõem a instituição representantes de produtores rurais de leite (FAEP) e de indústrias (Sindileite-PR) de laticínios que processam a matéria-prima (leite). Fazem parte do conselho o mesmo número de representantes de ambos os lados, fazendo dele uma organização paritária.

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O município de Toledo, no Oeste, reuniu 54 pessoas no seminário
Fonte: CNA Brasil

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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