Agro Notícias
Sema solta cinco animais silvestres resgatados com ferimentos; 1 é de Sorriso

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) realizou a soltura de cinco animais, neste fim de semana, nas regiões de Nova Mutum e Sorriso. Foram devolvidos ao seu habitat natural 1 bicho-preguiça, 1 ouriço-cacheiro, 1 joão-corta-pau, 1 cutia e 1 gavião-quiriri. Todos os animais passaram por avaliação ou tratamento médico veterinário antes de serem inseridos de volta à natureza.
O bicho preguiça foi resgatado, por bombeiros militares, no município de Nova Mutum. Após avaliação médica veterinária, foi constatado que o animal silvestre apresentava desidratação e um score corporal muito baixo.
Com o tratamento, a fêmea ganhou mais de 2 quilos, passou a se alimentar sozinha e, depois de 13 dias de internação, foi solta na natureza, no mesmo local em que foi resgatada. A soltura foi realizada em mata preservada próximo ao afluente do rio dos Patos.
A médica veterinária Gabriella Iglesias, que cuidou do bicho preguiça, explica que a fêmea não tinha nenhum machucado e apenas estava muito magra e desidratada. “É um animal que não estava se alimentando e estava com a respiração um pouco carregada, então fizemos uma terapia de suporte, antibiótico e anti-inflamatório, demos uma suplementação própria para herbívoro até que ela começou a comer sozinha e ganhar peso”, disse.
“Nós temos conseguido atender muitos animais e devolver muitos deles para viver na natureza que é nosso principal objetivo. Vê-los de volta ao seu habitat natural quando tem condições de voltar a vida livre nos da uma satisfação imensa“, disse o gerente de Fauna Silvetre da Sema, Waldo Troy.
Outros animais soltos pela Sema
O ouriço-cacheiro, joão-corta-pau, gavião-quiriri e cutia estavam em tratamento em Sorriso, em uma clínica conveniada à Sema. Eles foram soltos também na região. A cutia foi resgatada na área urbana de Sorriso, pelo Corpo de Bombeiros. A avaliação constatou que o animal não apresentava alteração nos exames físicos e ela foi solta após dois dias.
O Gavião-quiriri foi entregue no Corpo de Bombeiros de Sorriso e encaminhada para avaliação clínica. No exame, foi verificado que a ave não voava e apresentava dificuldade para se alimentar por conta de lesões de mucosa oral com causa desconhecida. O animal se recuperou com 7 dias de tratamento. Os testes de voos internos indicou que estava apta para a soltura.
Outra ave ave resgatada, joão-corta-pau, foi resgatado também pelo Corpo de Bombeiros de Sorriso e entregue aos cuidados veterinários. Na avaliação clínica, foi possível constatar que não havia fraturas, porém o animal estava com dificuldade respiratória e com suspeita de intoxicação por fumaça, já que apresentava fuligem nas penas. Após ser submetido a tratamento com sessões de inalação e após 5 dias, voltou ao seu habitat natural.
O ouriço-cacheiro foi o único animal resgatado fora de Sorriso, na região de Sinop, e entregue na Diretoria de Unidade Desconcentrada de da Sema no município. No dia 20 de agosto, ele foi encaminhado pela Regional para tratamento médico. O animal apresentava grande parte da cauda em processo de necrose avançada e foi submetido a cirurgia de amputação. Após 30 dias internado, período em que recebeu as medicações e suplementações necessárias para recuperação com uma dieta rica em nutrientes que auxiliou no processo de cura, o ouriço foi devolvido à natureza.
“O resgate realizado de forma correta e com o encaminhamento breve para a avaliação clínica são medidas importantes para que os animais possam ter maiores chances de voltarem a natureza. Realizamos todos os procedimentos necessários e tratamentos para que a reabilitação aconteça em um menor tempo e que a destinação possa ser efetuada com segurança para o animal”, destacou a médica veterinária Lilian Medeiros responsável pelo tratamento dos animais em clínica conveniada à Sema em Sorriso.
Assista aos vídeos da soltura:
Fonte: Governo MT – MT
Agro Notícias
Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.
A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.
O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.
Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.
Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.
Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.
No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.
O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.
“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.
Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.
“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.
Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima
Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.
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