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Agro Notícias

Saúde e segurança são fundamentais para o desenvolvimento do país, diz presidente da CNA

Brasília (12/05/2022) – O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, disse, na abertura do 3º Jornada CNA – Eleições 2022, que bons resultados nas áreas de saúde e segurança são fundamentais para garantir condições capitais à sobrevivência e ao desenvolvimento de todos os cidadãos.

Saúde e segurança foram os temas desta edição do evento nesta quinta (12), que acontece na sede da CNA, em Brasília. As ideias e propostas nos encontros servirão para a elaboração de um documento que será entregue para os candidatos à Presidência da República e parlamentares.

Segundo Martins, a iniciativa “constitui um esforço conjunto para a construção de um país mais promissor e dinâmico, onde a economia funcione para a totalidade dos brasileiros”.

O presidente da CNA ressaltou que saúde e segurança são serviços públicos básicos estabelecidos como direitos sociais pela Constituição, que devem ser liderados pelo Executivo. Desta forma, “cabe ao governo atuar diretamente nessas atividades, promovendo um ambiente regulatório bem calibrado, para que a iniciativa privada também participe”.

João Martins, presidente da CNA

“A responsabilidade pelos resultados é dos governos que se sucedem”, completou.

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Martins também falou sobre a necessidade de manutenção e aperfeiçoamento do Sistema Único de Saúde (SUS), que é uma exigência para a sociedade brasileira e um desafio para os governos. “Com certeza, temos muito a melhorar no sistema atual. Precisamos debater sobre o SUS que queremos para o futuro”.

“Garantir que todas as pessoas, independentemente de sua condição social e renda, tenham acesso aos cuidados de saúde, faz parte de um desenvolvimento econômico orientado para melhorar a qualidade de vida das pessoas”, disse o presidente.

Martins defendeu investimentos na medicina preventiva e acrescentou que a utilização de recursos da tecnologia digital pode contribuir, a longo prazo, para racionalizar os custos do sistema de saúde. Disse, ainda, que o Sistema CNA/Senar promove o atendimento por meio de telemedicina para produtores e familiares do Agronordeste, programa que promove ações para a melhoria de gestão, inclusão produtiva, aumento de produtividade e lucratividade de propriedades rurais nos estados do Nordeste e no norte de Minas Gerais.

Com estes avanços, avaliou, “podemos ganhar eficiência e equilibrar custos, preparando o sistema de saúde para o aumento da expectativa de vida da população”.

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Segurança – Sobre a segurança pública, o presidente da CNA afirmou que se trata de outro tema importante para a vida em sociedade e o desenvolvimento econômico e que deve ser prioridade, pois violência, insegurança e distúrbios provocam efeitos devastadores em uma região ou país, além de afugentar investimentos, impedir o crescimento econômico e criar atritos nas comunidades.

“Um país que pretende buscar o caminho do desenvolvimento e nele continuar trilhando precisa de um ambiente social pacífico e instituições públicas eficientes, que garantam, entre outros itens, segurança pública e saúde de qualidade à sua população”, disse João Martins.

“Sabemos que saúde e segurança são direitos sociais previstos na Constituição Federal. Mas qualquer administrador público, que tenha como objetivo o bem público e o desenvolvimento da sociedade que administra, deve se esforçar para promovê-los”, concluiu.

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Fonte: CNA Brasil

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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