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Propriedades atendidas pelo Senar/MS comercializaram 44,2 toneladas de tilápia no primeiro trimestre de 2022


A ATeG Piscicultura atende 253 propriedades que produzem tilápias, pintados e ‘peixes redondos’

As propriedades atendidas pela Assistência Técnica e Gerencial do Senar/MS, que cultivam a tilápia, fecharam o primeiro trimestre de 2022 com 44,2 toneladas vendidas com preço médio de R$ 10,45 reais.

A coordenadora da ATeG em Piscicultura, Paula Martins, destaca que com a chegada da semana santa, a expectativa é de aumento nas vendas. “A semana santa é o principal caminho de venda para os pequenos piscicultores e da agricultura familiar. As safras de peixes variam entre 8 e 12 meses, dependendo da espécie, assim, a agricultura familiar se planeja sempre para realizar boas vendas. Já para os médios e grandes produtores, a demanda aumenta e é um bom momento para escoar a produção. Com o custo maior para os produtores, a tendencia de ter ajustes nos preços para os consumidores”.

No primeiro trimestre de 2022, as pisciculturas atendidas apresentaram densidade de estocagem em tanques escavados de aproximadamente: 12,5 toneladas por hectare em criação de tilápias; 9,9 t/há em peixes redondos e 5,8 t/há em pintados.

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Atualmente 253 produtores rurais recebem atendimento em 28 municípios. Os técnicos acompanham a criação de aproximadamente 470 mil peixes entre tilápias, pintados e os chamados ‘peixes redondos’.

De acordo com números do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), o abate de tilápias no 1º bimestre do ano chegou a 3 milhões em Mato Grosso do Sul. A espécie também é a mais produzida do estado, com 91,89% das 16,4 mil toneladas de pescado de acordo com informações do IBGE (instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Exportação – Ainda de acordo com dados do Mapa, a comercialização de tilápias de Mato Grosso do Sul cresceu 99,86% nos três primeiros meses de 2022, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Foram mais de 364 toneladas destinadas ao mercado externo. Em 2021 o volume comercializado no primeiro trimestre foi de 184 toneladas. O valor exportado cresceu 54,14% nesse período, saindo de US$ 1,1 milhões para US$ 1,7 milhões.

“O crescimento das exportações da tilápia sul-mato-grossense é resultado da estratégia das indústrias em buscar novos mercados, dentre eles está ampliar as vendas para o mercado externo. Essa estratégia possibilita ao estado a fatia de 18% das exportações brasileiras de tilápia, contribui para que o estado aumente o volume exportado e demonstra o potencial exportador de Mato Grosso do Sul”, explica a analista técnica, Eliamar Oliveira.

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A proteína produzida no estado é comercializada para a América do Norte, sendo majoritariamente destinada aos Estados Unidos, responsável por 91,88% da receita no primeiro trimestre. Os 8,11% restantes são vendidos ao Canadá.

Fonte: CNA Brasil

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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