Agro Notícias
Projeto Campo Futuro promove primeiros painéis de 2022
Brasília (27/05/2022) – O Projeto Campo Futuro iniciou os levantamentos de custos de produção agrícolas e pecuários de 2022 nesta semana. Foram realizados painéis sobre pecuária de leite, cafeicultura e cana-de-açúcar em Santa Catarina, São Paulo e Paraíba.
Os encontros sobre bovinocultura de leite aconteceram em Santa Catarina e reuniram produtores de leite, técnicos de campo, representantes de laticínios e agentes de comercialização de Treze Tílias, na terça (24), e de Braço do Norte, na quinta (26).
Na região de Treze Tílias predominam empreendimentos rurais familiares com, aproximadamente, 30 hectares, que produzem 500 litros por dia, com a ordenha de 25 animais da raça holandesa.
A produtividade média é de 8.700 litros por hectare/ano, que associada a bons índices zootécnicos em relação à idade no primeiro parto, taxas de lotação em área de pastagem superiores a 1,8 UA/ha e produtividade animal em torno de 22 litros/cabeça dia, permite um bom aporte tecnológico na atividade.
Segundo o assessor técnico da CNA, Guilherme Souza Dias, em relação aos custos, o principal item nos desembolsos dos produtores foi a alimentação concentrada, que compromete cerca de 30% da receita do leite. A produção de alimentos volumosos por sua vez representa mais 13% do montante, enquanto a suplementação mineral responde por mais 3%. Com isso, o principal item identificado nos custos de produção foi a alimentação do rebanho, comprometendo quase metade da receita com o leite na propriedade.
Em Braço do Norte foram caracterizadas propriedades modais de cerca de 650 litros/dia, obtidos com a ordenha de 43 animais da raça Jersey, com produtividade média de 15 litros/dia.
O empreendimento se mostrou viável no curto e médio prazos, com a receita bruta permitindo a remuneração dos custos operacionais efetivos e totais. Os custos com a dieta comprometeu cerca de 55% da receita com o leite, com o concentrado respondendo por 44% do total, seguido pela silagem (7%), produção de forragens de inverno (1,98%) e suplementação mineral (1,97%).
O diretor executivo da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), Enori Barbieri, destacou a importância do evento e as preocupações com a atividade leiteira, que tem apresentado queda no número de produtores no estado em função do pequeno porte das propriedades e dos elevados custos de produção.
Cafeicultura
O painel, realizado na terça (24), contou com a participação de cafeicultores da região de Franca (SP) e representantes da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp). O moderador foi o presidente do Sindicato Rural do município, José Henrique Mendonça.
A propriedade modal da região tem 50 hectares de lavoura com produtividade média de 25 sacas de 60kg de café beneficiado por hectare. O levantamento apontou redução na produtividade média em decorrência de adversidades climáticas em dois anos consecutivos: seca, em 2020, e três geadas, em 2021.
A condução dos tratos culturais e da colheita são mecanizados para este modal. O Custo Operacional Efetivo (COE) para a saca de 60kg foi 119% maior em comparação ao índice calculado no levantamento de 2021. Com isso o modal produtivo apresentou margem bruta positiva, arcando com os custos de desembolso, contudo a margem líquida foi negativa, em R$ 18,29/saca, resultado do impacto dos custos fixos com a atividade.
Conforme a assessora técnica da CNA, Raquel Miranda, em comparação com o painel realizado em 2021 para a mesma propriedade modal, os componentes do custo de produção elevaram-se nas seguintes proporções: mecanização (67%), mão de obra (69%), defensivos (87%), corretivos (107%) e fertilizantes (141%).
Cana-de-açúcar
O encontro, que ocorreu na sexta (27), contou com a participação de produtores de João Pessoa (PB) e representantes da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan).
Para a região foi determinada uma propriedade modal de 100 hectares, com ciclo médio de cinco cortes, onde 100% do plantio e da colheita são realizados manualmente.
De acordo com a assessora técnica da CNA, Eduarda Lee, a produtividade da cana caiu em relação à safra anterior, saindo de 48 para 41 toneladas/ha, pois algumas áreas chegaram a apresentar perdas de 30% a 50% da produção devido às condições de estresse hídrico enfrentadas na região. Dentre os componentes de produção que apresentaram altas expressivas de preço está o diesel.
O levantamento dos dados apresentados nos quatro painéis do Campo Futuro contaram com o apoio do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), Centro de Inteligência de Mercados da Universidade Federal de Lavras (CIM/UFLA) e Pecege (Esalq/USP).
Assessoria de Comunicação CNA
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Agro Notícias
Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.
A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.
O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.
Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.
Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.
Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.
No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.
O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.
“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.
Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.
“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.
Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima
Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.
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