Agro Notícias
Projeto apoia mulheres produtoras de queijo a modernizar processos em Araucária
A produção de queijos artesanais é uma tradição em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. Para melhorar a qualidade desses produtos, a prefeitura local criou o Projeto Queijarias de Araucária, que conta com apoio do IDR-Paraná e do Senar-PR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), principalmente em relação ao manejo do rebanho leiteiro e fabricação e apresentação dos produtos.
O objetivo é regularizar a fabricação e a comercialização de derivados do leite. O projeto fortalece, sobretudo, as mulheres que estão à frente da maioria dos empreendimentos. O queijo é o carro-chefe da produção, mas as produtoras ainda fabricam manteiga, requeijão, nata e doce de leite.
Atualmente seis mulheres participam do projeto. Elas seguem receitas próprias ou de suas famílias. A partir da regularização dos empreendimentos, poderão comercializar seus produtos em feiras do município (Feira Sabores das Colônias e a Feira do Peixe) ou na própria propriedade, integrando circuitos turísticos de Araucária.
“Estamos trabalhando para que a venda se amplie em todo o Estado, e para todo o País. Isso será possível com o ‘Selo Arte’”, disse Renata Kubaski de Araújo, veterinária que atua no Departamento de Abastecimento da Secretaria Municipal de Agricultura de Araucária (SMAG).
O IDR-Paraná já promoveu cursos de pasteurização lenta, cloração da água e boas práticas de fabricação de alimentos com as produtoras. O Senar-PR, que faz parte do Sistema FAEP (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), vai colaborar com a realização de cursos de Capacitação em Boas Práticas Agropecuárias, em Castro.
“As produtoras vão conhecer outros municípios para trocar informações com outros queijeiros. Com isso, se aprende muito e todos são muito receptivos”, comentou a veterinária.
Os profissionais da SMAG fazem o controle do rebanho, monitoram a sanidade animal e oferecem orientações sobre boas práticas agropecuárias e de fabricação. As produtoras que aderem ao projeto são orientadas a fazer a análise da saúde dos animais, o controle da qualidade da água e das instalações. Segundo Renata, já foram realizados os trabalhos de segurança, inspeção e registro dos produtos, Agora as propriedades estão passando por uma adequação e a rotulagem está sendo desenvolvida para atender as exigências da legislação.
PROJETO– O Projeto Queijarias de Araucária será lançado oficialmente na Feira Sabores das Colônias, que acontecerá no Parque Cachoeira entre os dias 01 e 04 de dezembro deste ano.
Interessados em fazer parte do projeto devem procurar a SMAG e solicitar uma visita à propriedade. Inicialmente, a visita é de orientação ao produtor. Na oportunidade o técnico pontua o que pode ser melhorado ou que adequações devem ser feitas. Depois das adaptações realizadas, há uma nova visita e orientações. O produto então é submetido a testes de qualidade e o Serviço de Inspeção Municipal (SIM) fiscaliza e emite a certificação.
A próxima capacitação por meio do projeto será realizada nos dias 09 e 10 de novembro, em parceria com a Prefeitura e o Senar-PR. Os participantes aprenderão a fazer diversos tipos de queijo e doce de leite. O curso será voltado às integrantes do Projeto Queijarias de Araucária e haverá também vagas para outros interessados. Informações e inscrições devem ser feitas na SMAG (rua Prof? Kazimiera Szymanski, 67, no bairro Porto das Laranjeiras), pelo telefone (41) 3614-7530 ou pelo e-mail: [email protected]
Fonte: AgroPlus
Agro Notícias
União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.
Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.
Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.
As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.
A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.
Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.
A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.
Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.
Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.
Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.
Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.
Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.
A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.
-
Cidades3 dias atrásSanta Rita do Trivelato recebe empresa interessada em estudos sobre potencial de petróleo e gás natural
-
É Direito3 dias atrásJustiça determina reintegração de posse de área de 3,3 mil hectares em Santa Rita do Trivelato
-
Fatalidade3 dias atrásMorador de Sinop morre na guerra Rússia/Ucrânia; “Sinop também derruba drone, derrubei hoje, Lisboa”
-
Acidente3 dias atrásFerrari e Tesla batem durante corrida que aconteceu no Parque Novo Mato Grosso; VÍDEO
-
Justiça3 dias atrásTRE-MT reúne partidos, federações e advogados para debater propaganda, inteligência artificial e regras do processo eleitoral
-
Saúde3 dias atrásDoar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo
-
É Direito3 dias atrásSaga Pantanal é condenada a pagar R$ 10 mil após Fiat Toro dar defeito com uma semana de uso
-
Cidades3 dias atrás“Beatificação do padre Nazareno torna região Oeste de MT referência religiosa no país”, afirma governador





