Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Agro Notícias

Produtor de pecuária de corte comemora chegada da ATeG


Produtores rurais da cadeia produtiva da bovinocultura de corte estão buscando melhorias na produtividade por meio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT). O programa já atende cerca de 700 propriedades nessa área e a demanda é crescente.

Dentre as propriedades já atendidas está a Estância Miranda, localizada no município de Jauru.  O pecuarista Ló de Miranda, hoje com 70 anos, está na região há mais de 50. Junto com a família, ele toma conta de 400 cabeças de gado. Como atendido há alguns meses, ele já percebe a diferença com a assistência da ATeG.

“Com a chegada do Senar-MT, a gente aprende uma técnica melhor. Ele incentivou a comprar tronco para ter um melhor trabalho. Minha mão de obra é simples, mas é preciso investir pra melhorar. Essa fazenda é o meu sonho. Minha vida está aqui. Todo o meu tempo está aqui. Eu tenho 70 anos, Deus me deu, meu sonho foi realizado e agora eu preciso conservar esse presente de Deus”, afirma.

Leia Também:  Biblioteca Estevão de Mendonça abre programação que comemora aniversário de Mato Grosso

Na bovinocultura de corte, a ATeG pode auxiliar com dados sobre cria, recria, engorda e reprodução. Uma das metas futuras é colocar à disposição dos produtores rurais atendidos um médico veterinário para orientar sobre a reprodução dos animais.

O coordenador da ATeG em Mato Grosso, Armando Urenha, destaca que a ideia é organizar a propriedade na gestão, manejo, sanidade, instalações, reprodução e nutrição. “Uma vez que elas estejam organizadas com apoio do técnico, vamos conseguir grandes avanços nos indicadores”, afirma.

Para o futuro, a meta é investir na reprodução e melhoramento genético conforme o objetivo de cada produtor seja cria, recria ou engorda. “Mato Grosso possui o maior rebanho bovino e muitos produtores migram para a atividade. O Senar-MT está aqui para orientar essa mudança e os passos mais importantes na cadeia produtiva”, destaca Urenha.

Fonte: CNA Brasil

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

Leia Também:  Tabata enaltece entrosamento no Palmeiras e comemora primeiro gol no Allianz Parque

Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

Leia Também:  Áreas rurais em Mato Grosso de uso consolidado terão a emissão da APF

Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA