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Agro Notícias

Produtor acusa grupo do agro de rombo superior a R$ 50 milhões

O que começou como uma sequência de negócios promissores na safra de soja de 2025 terminou em registro de estelionato e acusações cruzadas que envolvem milhões de reais, venda de aeronave e até ameaças. Um produtor rural de Comodoro afirma ter sido vítima de um esquema que pode ultrapassar R$ 50 milhões, valor que, segundo ele, ficou em aberto após a interrupção repentina de pagamentos por parte de um grupo empresarial do setor agroindustrial.

A denúncia foi formalizada por meio de notícia-crime apresentada pelo advogado Rodrigo Pouso contra o Grupo Imaculada, formado pelas empresas Imaculada Agronegócios Ltda e Santa Felicidade Agro Indústria Ltda.

Segundo o boletim de ocorrência, o produtor Silvano dos Santos, proprietário da Nova Era Participações Ltda, relata que a relação comercial começou com operações menores, todas quitadas corretamente, fator que teria gerado confiança entre as partes. Com o avanço das negociações, os volumes aumentaram, e o produtor passou, a pedido do grupo, a comprar grãos de terceiros em seu próprio nome, sob promessa de pagamento futuro.

Ainda conforme o registro policial, os representantes do grupo apresentaram garantias de solidez financeira e asseguraram que um dos sócios, o ex-deputado estadual por Mato Grosso do Sul, Sergio Pereira Assis responderia pessoalmente por eventual inadimplência.

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Com base nessas garantias, o produtor afirma ter assumido compromissos superiores a R$ 50 milhões. Posteriormente, os repasses teriam sido interrompidos, deixando dívidas em seu nome junto a fornecedores.

O caso também envolve a venda de uma aeronave ao grupo pelo valor de R$ 5,8 milhões. Segundo o relato, pouco mais de R$ 2 milhões teriam sido pagos, restando saldo pendente desde janeiro de 2026.

Para honrar compromissos assumidos, o produtor afirma ter contratado empréstimos que somam mais de R$ 21 milhões junto ao Sicoob e ao Sicredi, além de renegociar financiamentos.

Uma propriedade indicada como garantia das operações estaria, segundo a denúncia, com restrição judicial e envolvida em sucessivas alienações, o que levantou suspeitas adicionais.

O boletim registra ainda que, após a suspensão dos pagamentos, integrantes do grupo teriam bloqueado contatos e passado a acusar os denunciantes de crimes. Um advogado ligado ao conglomerado é citado por supostas ameaças verbais contra representantes da empresa denunciante.

O caso foi registrado como estelionato consumado, com motivação descrita como “ambição”. A Polícia Civil confirmou a existência do boletim de ocorrência e informou que as investigações estão em fase inicial. Segundo a corporação, detalhes adicionais não serão divulgados neste momento para não comprometer o andamento das apurações.

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Em nota publicada nas redes sociais, o grupo empresarial negou as acusações e afirmou ter registrado ocorrências por extorsão, sustentando que também estaria sendo vítima de tentativa de coação.

NOTA DA IMACULADA

O Grupo Imaculada recebeu com surpresa a divulgação de uma notícia-crime baseada em alegações que não refletem a realidade dos fatos. Nos últimos dias, a empresa e seus representantes passaram a sofrer ataques públicos, pressões indevidas e tentativas claras de intimidação. Também foram registradas formalmente ocorrências envolvendo indícios de extorsão, todas já encaminhadas às autoridades competentes.

Estamos absolutamente tranquilos quanto à apuração técnica e imparcial dos fatos. Confiamos plenamente nos órgãos competentes e na Justiça, certos de que a verdade será estabelecida com base em provas e documentos.O Grupo Imaculada segue operando normalmente, com estrutura sólida e compromisso inegociável com produtores, parceiros, colaboradores e investidores.

NÃO NOS CURVAREMOS A AMEAÇAS. Seguimos firmes, serenos e confiantes nas instituições e em Deus. A VERDADE PREVALECERÁ.

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Agro Notícias

Milho dispara 12% em Sorriso e saca chega a R$ 47 com oferta limitada

 

O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.

Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.

Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.

A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.

Mercado externo preocupa

Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.

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As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.

Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.

Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.

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