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Pecuaristas podem fazer emissões de guias de transporte animal em MT dentro de 60 dias

O convênio firmado entre o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (Fesa-MT) e Fundo de Sanidade e Desenvolvimento da Suinocultura em Mato Grosso (FSDS-MT) resultou em melhorias e avanços no sistemas para melhorar e ampliar os serviços informatizados do Indea na emissão online de Guias e Trânsito Animal (GTA). O investimento para a atualização do sistema foi de aproximadamente R$ 400 mil.

Para utilizar a ferramenta online o pecuarista deve comparecer ao Indea para fazer o cadastro e a criação de login e senha de acesso. Os serviços onlines são gratuitos e estarão disponíveis a qualquer dia e horário, desde que o produtor procure o instituto e faça o seu cadastro. “Diferente do serviço prestado nos escritórios do Indea, onde é cobrada uma taxa para emissão de extrato de bovinos. Vale ressaltar que mesmo que o produtor não vá abater, ele pode requerer o cadastro no instituto para ter o acesso online liberado para outras consultas de forma gratuita e sem sair de casa”, explica o diretor de Relações Institucionais da Famato, José Luiz Fidelis.

A GTA online, até o momento, está disponível apenas para abate de bovinos. Desde 2018, as entidades do agronegócio reivindicam que seja aberta para a comercialização. “Hoje a emissão de GTA online é somente para destinação ao abate, para os produtores que enviam animais para os frigoríficos. Em Mato Grosso, apenas cerca de 10% dos produtores buscam essa ferramenta. No Estado 80% dos produtores são de pequenas propriedades, de até 300 cabeças. E, com a implementação do sistema, esperamos que a procura pela ferramenta aumente. Assim, o pequeno produtor que for fazer uma comercialização, transferência de uma propriedade para outra, por exemplo, vai passar a utilizar o sistema online”, explicou o diretor executivo do Fesa, Juliano Latorraca.

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“Esse sistema é uma boa oportunidade para o Senar-MT desenvolver um novo treinamento de como usar a GTA eletrônica e capacitar os Sindicatos Rurais para prestar esse serviço ao produtor. Em 2016 fizemos este trabalho de treinamento em nove municípios do Estado atendendo diversos alunos entre produtores rurais e técnicos de contabilidade. Demandas como esta sempre terão o apoio da Famato também, pois fazemos a interlocução entre a classe produtora rural e o Governo, por meio da nossa representatividade nos mais variados conselhos deliberativos do Estado”, afirmou o diretor de Relações Institucionais da Famato, José Luiz Fidelis.

A programação do sistema online foi concluída em fevereiro deste ano e entregue ao Indea pelo Fesa e FSDS. A implementação do sistema está em fase de testes e deve entrar em produção em aproximadamente 60 dias. “O Indea está fazendo os testes, correções e ajustes. O sistema melhorado deve ser liberado até julho deste ano. A partir daí, o produtor vai poder emitir a GTA, sem sair de casa, tanto para abate como para comercialização dentro d o Estado e os médicos veterinários habilitados das granjas terão acesso para as GTA’s de suínos”, contou Juliano.

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Em Mato Grosso mais de 90% das GTA’s são para abate e comercialização. O produtor também terá acesso a outras informações como veterinários habilitados, declarações de vacinações e certificado de vacinação compulsória, entre outros dados.

Além das correções no sistema online de GTA’s, estão sendo feitas algumas correções pontuais internas apontadas pelos produtores que já utilizam os serviços e pelo Indea.

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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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