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Agro Notícias

LEITE/CEPEA: Com custos ainda em alta, preço ao produtor sobe 10,9% na parcial do ano

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Cepea, 29/04/2022 – O preço do leite captado em março/22 e pago aos produtores em abril/22 subiu 9,8% frente ao mês anterior, chegando a R$ 2,4269/litro na “Média Brasil” líquida do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve aumento de 10,3%, em termos reais. Desse modo, desde janeiro, o leite no campo acumula valorização de 10,9% (valores deflacionados pelo IPCA de março/22).

O avanço do preço do leite ao produtor é consequência da diminuição da produção no campo, o que, por sua vez, está atrelado ao aumento dos custos de produção e ao período de entressafra. O Índice de Captação Leiteira (ICAP-L) do Cepea caiu 0,5% de fevereiro para março e já acumula recuo de 4,5% desde março/21.

De um lado, a menor disponibilidade de pastagens, devido à estação do ano, eleva os custos da alimentação do rebanho, o que provoca a alta sazonal dos preços do leite no campo. Contudo, neste ano, o encarecimento dos insumos produtivos tem corroído as margens do pecuarista leiteiro, limitando os investimentos na atividade e diminuindo o potencial de oferta. De acordo com pesquisa do Cepea, o Custo Operacional Efetivo (COE) da produção leiteira acumulou alta de 4,07% no primeiro trimestre de 2022.

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Durante março, a menor oferta no campo manteve acirrada a disputa entre os laticínios pela compra de leite cru, uma vez que os estoques de lácteos estiveram limitados. Essa competição sustentou o movimento altista para o leite cru naquele mês.

O acompanhamento do Cepea do mercado do leite spot (leite negociado entre indústrias) evidenciou esse contexto de maior concorrência. O preço médio do leite spot em Minas Gerais avançou 15,4% entre a primeira e a segunda quinzena de março, chegando a R$ 2,95/litro. E os preços continuaram subindo em abril, mas em ritmo mais lento. Na primeira quinzena deste mês, a média foi de R$ 3,01/litro, e na segunda quinzena, de R$ 3,02/litro.

Consequentemente, a produção dos lácteos seguiu encarecida em março, forçando novos reajustes positivos nos preços dos produtos negociados entre as indústrias e os canais de distribuição. Pesquisa do Cepea, realizada com o apoio da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), mostra que os valores médios dos leites UHT e em pó em São Paulo subiram mais de 13% entre fevereiro e março, e a cotação da muçarela se elevou em 7,5%.

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Tabela 1. Preços líquidos nominais pagos aos produtores em abril/2022 referentes ao leite captado em março/22 nos estados que compõem a “Média Brasil”. Preços líquidos não contêm frete e impostos

Fonte: Cepea-Esalq/USP.

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o mercado lácteo aqui, por meio da Comunicação do Cepea e com a pesquisadora Natália Grigol: [email protected].

Fonte: CEPEA

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Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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