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Agro Notícias

Juíza manda apreender 1,3 mil tonelada de soja em Diamantino em favor da Amaggi

A juíza da 7ª Vara Cível de Cuiabá, Ana Paula da Veiga Carlota Miranda, determinou a apreensão e remoção de 1,3 mil tonelada de soja das lavouras ou armazéns usados por três produtores de Diamantino (a 182 km de Cuiabá) em favor da Amaggi, trade do agronegócio.

A execução contra os produtores Leandro Cunha Candiotto, Isolete Cunha Candiotto e Enedino Domingos Candiotto foi publicada no último dia 29. A tutela de urgência já havia sido concedida pela magistrada, no início do mês.

O pedido de apreensão com urgência da soja da safra 2020/2021, num total equivalente a 22 mil sacas de 60 kg, foi feito pela trade, alegando descumprimento de contrato de compra e venda firmado com os produtores.

“Defiro, mediante caução, a tutela de urgência, e determino o arresto e remoção de 1.320.000 kg, equivalente a 22.000 sacas de 60 kg de soja, da safra 2020/2021 a serem colhidos e/ou retirados nas lavouras dos executados e/ou em armazéns da região de Diamantino/MT, nomeando-se a exequente como fiel depositária do produto”, determinou.

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Na decisão, a magistrada ainda cita as áreas e armazéns usados pelos produtores onde a soja poderia ser confiscada e autoriza o “o uso de reforço policial em caso de necessidade”.

Ela ainda determinou a intimação da Bunge Alimentos (trade concorrente) para que forneça os relatórios de entrada de produtos em seus armazéns que teriam sido vendidos pelos produtores alvos da ação, bem como as entregas efetuadas pela empresa Queiroz Agrosoy Ltda.

Na determinação, consta que já houve, até o momento, o cumprimento parcial da decisão, com o arresto de 19.149.416 sacas de soja.

Recurso negado

Os executados chegaram a recorrer da decisão do Juízo do Primeiro Grau junto à Terceira Câmara de Direito Privado, mas tiveram decisão desfavorável.

Eles alegam que a Amaggi age “em excesso e com abuso no cumprimento do mandado” ao apreender bens de terceiros e valores de produtos vendidos antes mesmo do vencimento, e pedem pela realização de uma audiência de conciliação.

Eles admitem terem firmado contrato de venda futura de soja com a Amaggi, mas negam que exista qualquer obrigação acessória ou penhor de safra no documento, pontuando que o não cumprimento se deu em razões alheias à sua vontade.

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“Diz que o atraso na entrega dos grãos se deu em razão das condições climáticas, sobretudo ante a falta de chuva, o que acarretou atraso do plantio e consequentemente da colheita”, pontuou a defesa.

“Alega que as razões quanto ao inadimplemento não se mostram verdadeiras, porque o atraso decorre de fatores alheios, e não como pontua a agravada por intenção de não cumprir o contrato, e que a agravada não possui prioridade e não pode impedir a entrega dos grãos pelo agravante em outros armazéns”, completou.

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Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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