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Jornada CNA – Especialistas debatem legislação trabalhista e geração de emprego no Brasil


Brasília (26/04/2022) A modernização da legislação trabalhista e a geração de empregos no Brasil foram discutidas no segundo encontro da Jornada CNA – Eleições 2022, promovida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, na terça (26), em Brasília.

O evento, que tratou sobre emprego, educação e formação, faz parte de uma série de debates sobre temas fundamentais para o país, com a participação de especialistas, políticos, lideranças e autoridades. A primeira Jornada discutiu as reformas tributária, administrativa e política.

O debate sobre emprego teve participação do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), jurista e professor da ENAMAT, Ives Gandra Martins Filho, do administrador de empresas e ex-ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, e do professor da USP, doutor em Direito pela Universidade de Harvard e sócio do escritório PGlaw, Carlos Portugal Gouveia.

Durante sua fala, Ives Gandra afirmou que hoje a questão da empregabilidade no Brasil passa necessariamente pela reforma trabalhista, que continua sendo implementada mesmo após sua aprovação, em 2017. “Não se trata de uma reforma, mas sim de uma modernização da legislação, cujo objetivo era aumentar a empregabilidade no país e trazer maior segurança jurídica”, disse.

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Ives Gandra Martins Filho

Com relação aos impactos da reforma para o setor rural, o ministro destacou as negociações coletivas, que tiveram os parâmetros estabelecidos. “A nova legislação deixou que as próprias partes envolvidas fizessem as negociações e estabelecessem as normas e condições de trabalhos”.

Segundo o ministro do TST, os artigos 611-A e 611-B da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) foram fundamentais para as negociações coletivas. A reforma trabalhista estabeleceu que, o que as partes negociarem deverá ser respeitado pelo Judiciário, e a negociação passa a ser regra, e não exceção.

Para o ex-ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, a legislação trabalhista brasileira precisou passar por uma modernização para preservar o emprego e garantir proteção de direitos e segurança jurídica nas relações.

Ronaldo Nogueira

“A modernização da lei favoreceu tanto o trabalhador contratado como o contratante. Perante a lei, todos são vistos como iguais”, explicou Nogueira.

De acordo com Ronaldo, apesar do aumento da geração de emprego no país, ainda existem 35 milhões de brasileiros em situação de extrema pobreza e que precisam de qualificação. “Sem desenvolvimento econômico, nós não vamos conseguir”.

Já o professor da USP, Carlos Portugal Gouveia, falou sobre a importância da economia verde para a geração de empregos no Brasil e no mundo. “Hoje há um esforço para que as métricas ESG (ambiental, social e governança) sejam incorporadas nas economias”.

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Carlos Portugal Gouveia

Segundo Gouveia, os critérios ESG passaram a ter impacto no mercado financeiro e na forma como são feitos os investimentos. “A possibilidade de criar negócios focados na economia verde permite maior captação de recursos internacionais e, consequentemente, o aumento da geração de empregos”, afirmou.

Em sua exposição, o sócio da PGlaw citou um estudo do Alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados que diz que cerca de 3 milhões de vagas de empregos no Brasil estão ligados à economia verde, o que representa 6% da população economicamente ativa.

“Se o Brasil conseguisse mudar seu sistema regulatório o mais próximo ao sistema americano em relação à economia verde, nós teríamos um ganho de cerca de 3,5 milhões de empregos”.

Assista o debate na íntegra:

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Fonte: CNA Brasil

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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