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Agro Notícias

Inteligência do negócio na pecuária leiteira

A estruturação de uma central de informações qualificadas que municie os produtores na tomada de decisões e em negociações esteve entre os temas centrais da reunião mensal de trabalho da Comissão Técnica de Pecuária de Leite do Sistema FAEMG. O encontro, desta vez, foi realizado em Curvelo, dentro da programação oficial da 77ª Expô Curvelo.

O grupo, formado por produtores e lideranças do setor produtivo do leite de diversas regiões do estado, está trabalhando na criação de um serviço de inteligência, com mapeamento de dados de custos de produção, valores de referência do leite e derivados, fatores climáticos e tendências de mercado. A ideia é, também, estabelecer conexão com o Programa de Assistência Técnica e Gerencial do Senar Minas – ATeG, que atende milhares de produtores mineiros, em diferentes tamanhos e sistemas produtivos, para mapear atitudes de sucesso que possam ser replicados, promovendo mudanças positivas em todo o estado.

Parte inicial deste trabalho conjunto já foi apresentado no encontro de hoje, pelo superintendente do Senar Minas, Christiano Nascif, e pelo coordenador do Programa ATeG Balde Cheio, Walter Ribeiro. Em primeira mão, Walter apresentou prévia do Projeto Diagnóstico do Produtor, que revela pontos a serem trabalhados. Destaque para os altos índices de informalidade na comercialização e desencontro de referências de preços para as negociações.

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Para o presidente da Comissão, Jônadan Ma, a falta de informações confiáveis tem sido obstáculo ao setor tanto da porteira para dentro, no desenvolvimento das atividades produtivas e gerenciais, quanto da porteira para fora, quando esbarra na propagação de mitos e desinformação que botam em xeque a qualidade e importância nutricional do produto leite.

“Para trabalharmos nesta outra ponta, desenvolvemos junto à equipe de Comunicação do Sistema FAEMG, uma campanha de marketing da cadeia produtiva Leite. Com estreia já na próxima semana (dia 15/5), a ação visa levar informação de qualidade à sociedade, com valorização do setor, do produto e do trabalho do pecuarista e, sobretudo, com fomento ao consumo dos produtos. É um esforço para falarmos, sobretudo, ao público consumidor, com informações reais, corretas e de valorização do produto e do trabalho do produtor”.

| PRODUÇÃO E REGIONALIDADE

Anfitrião do encontro, o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Curvelo – e membro da CT de Pecuária de Leite – Thiago Guimarães comandou a abertura: “Recebermos este encontro dentro da programação do nosso maior evento agropecuário confere ainda mais força à essa troca técnica. Reuniões fora de BH são importantes para que os membros da Comissão possam conhecer a realidade de cada região e estar mais perto dos produtores”.

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O presidente da Comissão, Jônadan Ma, também destacou a diversidade regional como um dos pilares do planejamento estratégico do grupo: “Minas Gerais é líder nacional na produção de leite, com mais de 27% do total produzido no Brasil. Qualquer coisa que pensarmos dentro desta Comissão, estaremos representando ¼ da produção nacional de leite. Este é o peso e a responsabilidade dos trabalhos da CT de Pecuária de Leite, que representa toda a diversidade contida em um estado com dimensões e especificidades como as de um país”.

Produtor rural em Curvelo, o presidente do Sistema FAEMG, Antônio de Salvo, também participou da reunião e destacou o empenho do grupo para trabalhar em ações prioritárias para o desenvolvimento do setor: “Uma das diretrizes fundamentais da nossa gestão foi o fortalecimento das ações das Comissões Técnicas, e entendemos que a CT de Pecuária de Leite tem um desafio muito grande. Para isso, poderão contar com todo o suporte e consultoria do corpo técnico do Sistema FAEMG. Já neste início dos trabalhos, o grupo tem tido uma atuação bastante assertiva e eficiente, com destaque para o trabalho de reestruturação do Conseleite e a criação de uma rede de informações que fomentem a tomada de decisão dos produtores”. – Antônio de Salvo, presidente do Sistema FAEMG

Fonte: CNA Brasil

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Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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