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Indea e MTI começam elaborar novo sistema de defesa sanitária animal para Mato Grosso

A Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI) e o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) começaram a planejar o desenvolvimento do novo Sistema Integrado de Defesa Agropecuária do Estado (Sindesa) que busca modernizar e atualizar o sistema na área de defesa sanitária animal, de modo a facilitar o acesso do produtor e sua comunicação junto ao instituto. O Indea apontou a necessidade do aperfeiçoamento do sistema no que se refere à emissão de guia de trânsito animal e da verificação da arrecadação junto à Secretaria de Fazenda (Sefaz).

Atualmente, cerca de 46 mil produtores estão cadastrados para acessar o sistema e a intenção é que, com as implementações da MTI, eles possam ter acesso a novos serviços online, que hoje são prestados apenas por servidores nas unidades do Indea.

Entre as implementações estarão a emissão de guias de trânsito animal para outras finalidades de bovinos, como engorda e reprodução, além da guia aos suínos. Também estão previstas comunicações de vacinação, mensagens sobre guias emitidas ao produtor, a atualização de cadastros e eventuais pendências.

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De acordo com Marcos Ueda, gerente do projeto da MTI, o trabalho está sendo realizado para que o novo sistema inclua as melhorias e seja desenvolvido em uma linguagem mais moderna e com uma interface mais adequada. Além disso, a intenção é que o sistema possa operar de modo que a verificação da arrecadação seja bem mais ágil.

“A MTI proverá arquitetura moderna e de alta disponibilidade no subsistema animal. Serão providas ferramentas de informações gerenciais e de geoprocessamento. Vamos trabalhar para que o sistema atenda as expectativas e seja útil para servidores do Indea e produtores rurais”, disse.

Para o coordenador de Defesa Sanitária Animal do Indea, João Marcelo Brandini Néspoli, a reunião foi o início de uma parceria que vai beneficiar sobremaneira o produtor e vai melhorar o controle e agilidade das atividades que o instituto executa, como vigilância, fiscalização e educação sanitária.

“A proposta é permitir um sistema mais ágil em suas implementações. A defesa sanitária animal é uma atividade muito dinâmica e, volta-e-meia, nós temos que fazer alterações no sistema. Agora, o MTI vai proporcionar ao Indea uma maior agilidade nessas implementações e permitir também uma interface maior com o produtor. O Indea ganha em agilidade e os produtores em comodidade”, disse.

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Ainda segundo o coordenador, o novo sistema vai possibilitar uma comunicação direta com o produtor e aproximá-lo ainda mais do Indea. “Isso vai trazer uma facilidade muito grande, pois muitas vezes o produtor tem que vir à cidade fazer a emissão das guias de trânsito animal, por exemplo. Com um novo sistema, basta ele ter internet que vai conseguir resolver tudo por lá. Todo mundo ganha”, encerrou. A informação é da assessoria.

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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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