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Agro Notícias

Formada 1ª turma do Curso Técnico em Agronegócio no polo do Senar/SC de Lages

A primeira turma do Curso Técnico em Agronegócio, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), no polo de Lages, colou grau no último fim de semana. Em parceria com o Sindicato Rural do município, o ato na sede da Associação Empresarial (ACIL) reuniu familiares e autoridades para formar a turma com 26 novos profissionais.  

Denice Evanete de Castro, 45 anos, estava radiante durante a colação de grau. Ela destacou que saiu da cidade para morar no campo em busca de qualidade de vida e encontrou no Senar/SC uma forma de buscar aperfeiçoamento profissional para investir em seus negócios. “Procurei o Senar/SC porque além do conhecimento teórico possibilita aprender na prática também. Todas as capacitações do Senar que participei abriram portas e não foi diferente com o curso técnico”, afirmou a empreendedora que está abrindo uma agroindústria com produtos da região.

O presidente do Sistema Faesc/Senar-SC José Zeferino Pedrozo conduziu a solenidade e salientou a satisfação em formar mais uma turma de um curso que se destaca no Estado e em todo o País. “Manifesto o orgulho em perceber que vocês aproveitaram essa oportunidade de qualificação técnica destinada, prioritariamente, a quem atua no campo. Gostaria de cumprimentar os formandos e contar que constantemente recebemos relatos de egressos que se destacam em suas atividades, sejam em suas propriedades ou empresas, entidades e cooperativas do setor. Com certeza aqui em Lages não será diferente, pois há muitas oportunidades e vocês estão preparados para os desafios da profissão”. 

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O presidente do Sindicato Rural de Lages, Márcio Cicero Neves Pamplona, enalteceu a importância da formação para a carreira profissional dos novos técnicos e para fortalecer o setor. “Sabemos que a forma mais eficiente para crescer é por meio da educação. Sempre vimos a educação como a solução para os problemas da sociedade e, por isso, ficamos extremamente honrados com essa formatura. Também gostaria de dizer que a primeira turma ligada ao agronegócio é muito importante porque o equilíbrio de uma sociedade passa pelo setor produtivo e, por isso, é fundamental haver pessoas capacitadas trabalhando”.

A coordenadora da formação técnica do Senar/SC, Kátia Zanela, expressou o quanto é gratificante formar essa primeira turma do curso no município. “A partir de agora essa turma se somará aos demais profissionais já formados e que estão fazendo a diferença em nosso Estado. É um orgulho saber que estão levando o diploma com a marca do Sistema Faesc/Senar-SC para atuar na gestão de propriedades e empresas do agronegócio. Parabéns aos novos técnicos em agronegócio!”

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O evento também contou com a presença do prefeito de Lages Antonio Ceron, da supervisora Regional do Senar/SC Stephanye Fanton, da coordenadora Regional de Educação Maria de Fátima Daboit Costa Ogliari, entre outras lideranças locais, professores e profissionais envolvidos no curso, além de familiares dos formandos. 

CONHEÇA OS NOVOS TÉCNICOS EM AGRONEGÓCIO 

  • Marcio Muniz vieira
  • Kethelen Aparecida Oliveira da Silva
  • Denice Evanete de Castro de Oliveira
  • Rita de Cássia de Liz Oliveira Rafaeli
  • Yuri Kiichler
  • Leandra Aparecida Pessôa de Liz
  • Cainã Augusto Ristow Flores
  • Karine Zibell Duarte Kauling
  • Aldo Ramos Martins Neto
  • Gabriela Toaiari Rodrigues Farinha Cordeiro
  • Caio Pessoa de Liz
  • Sabrina Aparecida Schneider
  • Elpidio Ivan da Silva
  • Luiz Carlos Dias
  • Wesley Gabriel Vieira da Silva
  • Caroline Andrade Ramos
  • Luiza Ramos Ribeiro
  • Arnon Mattos Grudtner
  • Luan Jumes
  • Leonardo Costa Schlichting
  • Alexandre Pocai Pereira
  • Ângelo Dirceu de Oliveira
  • Camila Batalha Chiodelli
  • Lucia dos Santos Brocker
  • Nilvio Bittencourt Silva
  • Robson Daniel Pereira
Fonte: CNA Brasil

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Agro Notícias

União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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