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Após 10 anos parado, porto de Cáceres é reformado e deve voltar operar este ano

Mayke Toscano – Secom-MT

O Porto Fluvial de Cáceres foi reformado e está pronto para operar com o transporte de cargas pela Hidrovia Paraguai-Paraná, o que deve ocorrer ainda este ano. Em visita ao município de Cáceres (225 km a Oeste), o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes conheceu o local, que será responsável por escoar boa parte da produção de grãos da região Oeste e Sudoeste do estado.

“No ano passado construímos a solução junto com a Associação dos produtores da região. Ele está todo reformado, e pronto para operar. A licença ambiental já foi concedida. É uma obra muito esperada, que soma com a ZPE (Zona de Processamento de Exportação), que é outra importante iniciativa que está há décadas aguardando, e agora, nós retomamos”, afirma o governador.

A estrutura estava desativa há pouco mais de 10 anos, e será reativada após as melhorias implantadas por meio de uma cooperação entre a Companhia Mato-Grossense de Mineração (Metamat), a Associação Pró-Hidrovia do Rio Paraguai (APH), para a retomada das atividades.

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Governador Mauro Mendes e comitiva visitam o Porto de C�ceresA previsão é de que o Porto possa funcionar ainda neste ano, conta o secretário de Desenvolvimento Econômico (Sedec), César Miranda. “Definitivamente, tanto a ZPE, quanto o Porto, vão operar desenvolvendo toda essa região, trazendo indústrias, gerando empregos, agregando valor aos nossos produtos. Vai ser uma nova fase para a região Oeste de Mato Grosso”, avalia.

Readequação

Formada por produtores da região, a Associação Pró-Hidrovia investiu aproximadamente R$ 1,5 milhão na obra de readequação. Com o início das atividades, será possível não apenas um custo benefício mais atrativo para o produtor na exportação de produtos, como na importação de fertilizantes e adubos de países vizinhos pelo modal hidroviário.

O Porto Fluvial de Cáceres é delegado pela União para a administração pela Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat) desde 1998.

Também acompanharam a visita os secretários estaduais Marcelo de Oliveira (Sinfra), Gilberto Figueiredo (Saúde), Nilton Borgatto (Seciteci), Nilton de Britto (adjundo da Sinfra) e Jefferson Moreno (ajunto de Turismo), o deputado federal Neri Geller e os deputados estaduais Dilmar Dal Bosco, Wilson Santos, Valdir Moretto, Max Russi e Dr. Leonardo Albuquerque.

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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