Agro Notícias
Após 10 anos parado, porto de Cáceres é reformado e deve voltar operar este ano
O Porto Fluvial de Cáceres foi reformado e está pronto para operar com o transporte de cargas pela Hidrovia Paraguai-Paraná, o que deve ocorrer ainda este ano. Em visita ao município de Cáceres (225 km a Oeste), o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes conheceu o local, que será responsável por escoar boa parte da produção de grãos da região Oeste e Sudoeste do estado.
“No ano passado construímos a solução junto com a Associação dos produtores da região. Ele está todo reformado, e pronto para operar. A licença ambiental já foi concedida. É uma obra muito esperada, que soma com a ZPE (Zona de Processamento de Exportação), que é outra importante iniciativa que está há décadas aguardando, e agora, nós retomamos”, afirma o governador.
A estrutura estava desativa há pouco mais de 10 anos, e será reativada após as melhorias implantadas por meio de uma cooperação entre a Companhia Mato-Grossense de Mineração (Metamat), a Associação Pró-Hidrovia do Rio Paraguai (APH), para a retomada das atividades.
A previsão é de que o Porto possa funcionar ainda neste ano, conta o secretário de Desenvolvimento Econômico (Sedec), César Miranda. “Definitivamente, tanto a ZPE, quanto o Porto, vão operar desenvolvendo toda essa região, trazendo indústrias, gerando empregos, agregando valor aos nossos produtos. Vai ser uma nova fase para a região Oeste de Mato Grosso”, avalia.
Readequação
Formada por produtores da região, a Associação Pró-Hidrovia investiu aproximadamente R$ 1,5 milhão na obra de readequação. Com o início das atividades, será possível não apenas um custo benefício mais atrativo para o produtor na exportação de produtos, como na importação de fertilizantes e adubos de países vizinhos pelo modal hidroviário.
O Porto Fluvial de Cáceres é delegado pela União para a administração pela Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat) desde 1998.
Também acompanharam a visita os secretários estaduais Marcelo de Oliveira (Sinfra), Gilberto Figueiredo (Saúde), Nilton Borgatto (Seciteci), Nilton de Britto (adjundo da Sinfra) e Jefferson Moreno (ajunto de Turismo), o deputado federal Neri Geller e os deputados estaduais Dilmar Dal Bosco, Wilson Santos, Valdir Moretto, Max Russi e Dr. Leonardo Albuquerque.
RD NEWS
Agro Notícias
Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.
A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.
O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.
Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.
Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.
Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.
No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.
O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.
“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.
Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.
“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.
Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima
Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.
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