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Agro Notícias

Especialistas analisam a importância da atuação do setor de irrigação nos comitês de bacia


Brasília (28/03/2022) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu uma live, na segunda (28), para debater a importância dos comitês de bacia para a irrigação.

O encontro foi moderado pela assessora técnica da Comissão Nacional de Irrigação da CNA, Jordana Girardello. Os participantes foram o presidente da Comissão Nacional de Irrigação da CNA e presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras (BA), David Schmidt; o diretor de Recursos Hídricos e Revitalização de Bacias Hidrográficas do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), Wilson Rodrigues de Melo Júnior; e o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica dos rios Corumbá, Veríssimo e São Marcos em Goiás, Bruno Marques.

Jordana destacou que a irrigação tem um papel fundamental não só na sustentabilidade do processo produtivo, mas também na segurança alimentar nacional e mundial. Segunda ela, apenas 20% das áreas mundiais são irrigadas e essas correspondem por mais de 40% de tudo que é produzido.

Segundo a assessora técnica da Comissão Nacional de Irrigação da CNA, a Política Nacional de Recursos Hídricos é participativa e descentralizada, por isso a atuação do setor agropecuários na integração e construção, como um importante e grande usuário desse sistema de recursos hídricos, é crucial para a continuidade e o crescimento da irrigação no País nos próximos anos.

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“O planejamento setorial, com respeito aos cenários de crescimento e ao diálogo entre todos os usuários, é essencial para que o Brasil não sofra mais com crises hídricas oriundas de problemas conhecidos e se torne protagonista na gestão integrada dos usos. A palavra final é dialogar, entender as diferenças setoriais e pactuar”, afirmou.

O presidente da Comissão Nacional de Irrigação da CNA abordou o lado do produtor rural irrigante frente às dificuldades que o setor vem enfrentando e como as decisões tomadas nos comitês de bacias podem influenciar a vida do produtor no campo.

“O Comitê não serve apenas para prevenir e dirimir conflitos, mas também informar sobre o uso racional da água e isso envolve o uso da informação e da tecnologia para a racionalização dos recursos, seja na utilização ou no monitoramento da bacia. É um processo dinâmico, onde a informação precisa acompanhar as mudanças e o diálogo deve ser constante”, disse David Schmidt.

Wilson Rodrigues falou sobre a Política Nacional de Recursos Hídricos, o papel dos usuários e como acontece a participação nos colegiados. Ele ressaltou a atuação da CNA dentro do Conselho Nacional de Recursos Hídricos e na defesa de práticas para o melhor uso e reaproveitamento da água.

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O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica dos rios Corumbá, Veríssimo e São Marcos reforçou a importância da representação do setor de irrigação tanto nos comitês de bacias quanto nos conselhos estaduais de recursos hídricos. Para Bruno Marques, o setor agropecuário vem avançando na gestão dos recursos hídricos e consegue devolver para o meio ambiente grande parte da água que utiliza na atividade.

Assessoria de Comunicação CNA
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Fonte: CNA Brasil

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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