Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Agro Notícias

Encontro analisa relação entre Plano Nacional de Recursos Hídricos e setor agropecuário

Brasília (10/05/2022) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu, na terça (10), uma live sobre o tema “Interface do Plano Nacional de Recursos Hídricos e o Setor Agropecuário”.

O encontro foi moderado pela assessora técnica da Comissão Nacional de Irrigação da CNA, Jordana Girardello, e contou com a participação da coordenadora geral de Planejamento e Políticas de Recursos Hídricos do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), Adriana Lustosa, e da presidente da Câmara Temática de Agricultura Sustentável e Irrigação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Priscila Sleutjes.

Segundo dados do Atlas da Irrigação, publicado pela Agência Nacional de Águas (Ana) e atualizado em 2021, o Brasil possui 8,2 milhões de hectares irrigados com projeção de crescimento de 250 mil/ha/ano até 2040. Na opinião de Jordana, para que esse potencial seja alcançado, é preciso que a expansão da irrigação esteja contemplada no plano a fim de que as políticas públicas estruturantes – principalmente logística de escoamento e energia –, estejam voltadas para esse crescimento.

Leia Também:  Mato Grosso deve passar a Argentina na safra 2023, comemora presidente do Instituto do Agronegócio

“É através do Plano Nacional dos Recursos Hídricos que conseguiremos planejar a manutenção e a expansão das áreas irrigadas de forma consciente, ordenada e consistente, evitando conflitos com base na articulação entre os diversos setores e na construção de soluções que garantam os usos múltiplos da água”, afirmou.

A coordenadora geral de Planejamento e Políticas de Recursos Hídricos do MDR falou sobre o processo de elaboração do Plano Nacional de Recursos Hídricos, seus resultados e a relação com o setor agropecuário e de irrigação. Adriana também explicou pontos como os instrumentos de gestão previstos na Lei 9.433/1997, divisão de atribuições entre as diferentes hierarquias dos Planos de Recursos Hídricos, competências e etapas do processo participativo.

Priscila Sleutjes explicou como a Política Nacional e o Plano Nacional de Recursos Hídricos são importantes ferramentas de planejamento e crescimento para a agropecuária brasileira. A presidente da Câmara Temática de Agricultura Sustentável e Irrigação do Mapa destacou a importância da interlocução e do engajamento do setor dentro dos comitês de bacias hidrográficas.

“Os comitês são a primeira instância para o produtor rural contribuir nas tomadas de decisão sobre o uso da água, que vão impactar de forma direta o dia a dia dentro da porteira. É a melhor forma de participar da Política Nacional de Recursos Hídricos no Brasil”, disse.

Leia Também:  Encontro reúne combatentes de incêndios que atuam em todo Estado para alinhamento das ações na temporada

Assessoria de Comunicação CNA
Foto: Wenderson Araujo
Telefone: (61) 2109-1419
flickr.com/photos/canaldoprodutor
twitter.com/SistemaCNA
facebook.com/SistemaCNA
instagram.com/SistemaCNA
facebook.com/SENARBrasil
youtube.com/agrofortebrasilforte

Fonte: CNA Brasil

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

Leia Também:  Sema aponta melhorias realizadas no monitoramento da água e nas políticas de recursos hídricos

Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

Leia Também:  CAFÉ/CEPEA: Preço do arábica abre o mês em forte queda

Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA