Agro Notícias
Conheça o grupo resgate que atua no salvamento de animais vítimas dos incêndios no Pantanal
Com o período de estiagem se aproximando, as preocupações com as queimadas no Pantanal aumentam, especialmente aquelas causadas pelas ações humanas. Um dos trabalhos mais importantes que são realizados nesse período, é o resgate de animais que foram afetados pelos incêndios.
O Grupo de Resgate de Animais em Desastres (GRAD) atua conforme a demanda, assim as equipes se deslocam de todo o Brasil para ajudar os animais que precisam ser resgatados.
Foto: Arquivo Grad
Thiago Graça, o Zootecnista responsável pela unidade de Mato Grosso, explica que o grupo faz parte de um âmbito nacional, com técnicos profissionais da área e conta com a participação de veterinários, biólogos, zootecnistas, oceanógrafos, jornalistas e demais profissionais que compactuam com a causa animal.
O Grupo de Resgate de Animais em Desastres, surgiu com o propósito de ajudar animais domésticos e silvestres vítimas de desastres naturais como incêndios e enchentes.
Enchentes, inundações, deslizamento de terra são os desastres ambientais mais comuns de serem vistos ao redor do país. No estado de Mato Grosso, entretanto, o grupo atua no resgate de animais que são vítimas de incêndios, devido ao fato de o Pantanal queimar praticamente todos os anos, o que consequentemente vai afetando cada vez mais a fauna e a flora pantaneira.
Vale ressaltar que, atualmente a entidade conta com a participação de mais de 70 voluntários em todo o país, sendo eles de diversas regiões do Brasil, como por exemplo Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Norte.
No estado mato-grossense a demanda de animais silvestres é grande, devido ao Pantanal ser um bioma de grandeza significativa que recebe muitos animais, principalmente as aves que vêm de fora.
Todos os anos o Pantanal é atingido pelas queimadas, especialmente em período de estiagem, perante a isso, o representante do grupo, Thiago, dá algumas dicas de como evitar queimadas e ensina algumas ações que podem auxiliar no combate e no controle do fogo. Sendo elas, controle de biomassa, entrada e saída de animais e a implantação de açudes e aceiros.
Após as equipes de resgate retirarem os animais dos lugares de risco, eles são tratados com acompanhamento veterinário até que possam retornar a seus respectivos habitats. Após as necessidades sanitárias, clínicas e nutricionais serem atendidas, os animais já podem ser encaminhados para a soltura, isso somente no caso de o animal já estar em condições de retornar a sua vida livre.
COMO PARTICIPAR
Para aqueles que desejam participar da equipe do GRAD, é necessário que o currículo seja enviado pelo Instagram (@grad_brasil) para passarem pelo processo seletivo e criterioso. Assim que os escolhidos forem selecionados, os mesmos serão encaminhados para um treinamento intensivo de três dias com situações bem concretas e recorrentes
Agro Notícias
Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.
A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.
O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.
Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.
Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.
Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.
No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.
O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.
“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.
Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.
“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.
Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima
Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.
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