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Comissão Estadual de Mulheres da FAEP incentiva grupos locais

Desde sua criação em janeiro de 2021, a Comissão Estadual de Mulheres da FAEP (CEMF) tem incentivado a formação de comissões locais nos municípios do Paraná, visando estreitar a comunicação entre as mulheres da agropecuária estadual. Ao longo do ano passado, a CEMF promoveu 14 reuniões e ajudou a criar cinco comissões locais. Em 2022, até o momento, foram realizados 16 encontros e formalizadas duas comissões locais, além de outras que estão em andamento. Atualmente, são 19 comissões locais de mulheres – Alvorada do Sul, Campo Mourão, Cascavel, Castro, Cianorte, Colorado, Faxinal, Guarapuava, Ipiranga, Juranda, Maringá, Palotina, Pitanga, Realeza, Rondon, Tapejara, Teixeira Soares, Toledo e Uraí –, sendo que 12 já existiam antes da criação da Comissão Estadual.

Confira a sequência de reuniões realizadas no início de maio para fomento às comissões locais:

Mariluz (02/05): comissão formada com 16 mobilizadas e quatro coordenadoras

Nova Aurora (03/05): comissão formada com 45 mobilizadas e seis coordenadoras

Ubiratã (03/05): comissão formada com 16 mobilizadas e cinco coordenadoras

Goioerê (04/05): comissão formada com 37 mobilizadas e cinco coordenadoras

Céu Azul (04/05): comissão formada com 38 mobilizadas e quatro coordenadoras

Segundo Lisiane Rocha Czech, coordenadora da Comissão Estadual de Mulheres da FAEP, o ano de 2021 foi de intenso trabalho, com foco na mobilização dos sindicatos rurais para a criação de comissões e na capacitação das coordenadoras locais. Os grupos são estruturados dentro dos sindicatos, o que permite aumentar a presença de lideranças femininas no campo, trazendo mais mulheres para o sistema sindical.

“Com a formação de uma comissão no âmbito estadual, foi possível organizar e integrar as ações de todos os grupos femininos, fortalecendo a nossa atuação. Temos diversos feedbacks positivos de presidentes de sindicatos rurais. O movimento cresceu bastante do ano passado para cá. Vemos as mulheres se associando e se sentindo mais à vontade dentro do sistema. Elas veem os sindicatos se organizando e querem participar também”, conta Lisiane.

Entre as ações realizadas desde a criação da CEMF, a coordenadora também destaca palestras e cursos voltados à profissionalização das mulheres, com temas como energias renováveis, custos de produção e seguro rural, além de uma visita técnica ao Moinho Globo, em Sertanópolis.

“Nós, da comissão estadual, estamos trabalhando para oferecer todo o suporte necessário. Nessas minhas andanças pelo Estado, eu tenho descoberto muitas mulheres incríveis e histórias inspiradoras. O SENAR-PR também é um grande parceiro no crescimento profissional das mulheres”, destaca a coordenadora.

Comissão local de Cascavel, no Show Rural

Ações

Ainda para este ano, Lisiane destaca a criação de consultorias, com apoio da FAEP, para atuar nos sindicatos rurais e auxiliar os grupos locais de mulheres – tanto as comissões já oficializadas como aquelas em processo de formação – a se organizarem e montarem seu planejamento estratégico. “A ideia é não deixar a chama apagar”, enfatiza.

Outras ações que fazem parte do planejamento da Comissão Estadual de Mulheres da FAEP para 2022 incluem participação em encontro de líderes rurais, em junho, e em outubro, visita técnica das coordenadoras locais ao parque industrial da Coamo, em Campo Mourão, e presença das coordenadoras regionais no 7º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, em São Paulo.

“Precisamos levar informação sobre o quão importante é sermos bem representadas nos nossos municípios para podermos ter voz”, aponta Lisiane.

A comissão local de Cascavel, por exemplo, foi criada há mais de 10 anos, denominada Comissão Feminina do Sindicato Rural de Cascavel. A integração do grupo da região Oeste a uma organização estadual permitiu que o trabalho se desenvolvesse de forma mais abrangente. Hoje são 12 coordenadoras no grupo, que conta com 43 mobilizadas. Segundo a presidente Maria Beatriz Orso, que também compõe a coordenação regional da CEMF, a troca de experiências com produtoras de diferentes regiões proporcionou uma abertura de horizontes.

“Nosso grupo sempre foi muito ativo, mas a Comissão Estadual nos deu um novo gás. Começamos como um braço do sindicato com ações voltadas para o trabalho social. Agora passamos a ser uma comissão mais técnica e com foco nas produtoras, sem deixar essa parte social de lado”, avalia Maria Beatriz. “Fizemos novas chamadas para consolidar um grupo atuante de verdade. Todas as mulheres que estão na comissão local hoje são muito participativas”, acrescenta.

Em fevereiro deste ano, a comissão local de Cascavel, junto com parte da coordenação da CEMF, esteve presente na feira agropecuária Show Rural, no município, para recepcionar as caravanas de sindicatos rurais e outras comissões formadas por mulheres. Para o segundo semestre, o planejamento inclui cursos, como o Mulher Atual, visitas técnicas e eventos. Em agosto, está previsto um encontro voltado para as comissões locais, com presença da coordenação da CEMF, que vai promover um dia de palestras sobre diversos assuntos, desde a área técnica, passando por temáticas de saúde e motivação pessoal, até ações de lazer.

Primeiro encontro estadual, realizado em 2021, em Curitiba

Nova comissão

Uma das novas comissões criadas em 2021 foi em Campo Mourão, na região Noroeste, sob coordenação de Larissa Gallassini. Segundo a produtora, essa foi uma oportunidade de levar a bagagem de conhecimento adquirido em outra comissão que participava, em Maringá.

“Em Campo Mourão, eu encontrei mulheres engajadas nas propriedades e em uma faixa etária mais jovem, que estão assumindo a sucessão. Agora o trabalho é chamar essas mulheres para se associarem ao sindicato rural, oferecer incentivo à liderança rural. Uma vez dentro do sistema, elas começam a entender que é tudo interligado”, afirma Larissa.

No final de abril, o grupo realizou uma visita técnica a uma propriedade rural comandada por quatro mulheres. Isso vai de encontro ao atual objetivo de trabalho da comissão de Campo Mourão, voltado para a capacitação técnica das mulheres, com foco na gestão

rural. Essa é uma demanda do próprio grupo, que atualmente é composto por 112 mobilizadas e nove coordenadoras. “Todas as nossas ações têm esse teor mais técnico”, destaca Larissa.

Além das comissões locais já oficializadas junto à FAEP, outros municípios contam com grupos em processo de formação, como Paranavaí, Céu Azul, Campina da Lagoa, São Jorge D’Oeste, Coronel Vivida, Palmas, Mariluz, Ubiratã, Nova Alvorada e Goioerê.

Estrutura da CEMF

A coordenação da Comissão Estadual de Mulheres da FAEP é composta por 17 integrantes: Adriana Botelho, de Candói; Alaíde Alevatto, de Uraí; Ana Cristina Versari, de Maringá; Carla Rossato, de Sertanópolis; Gladis Knebel Schneider, de Toledo; Hildegard Abt, de Guarapuava; Kelli Taborda, de Castro; Kelli Cardoso, de Curitiba; Larissa Gallassini, de Campo Mourão; Ligia Buso, de Santo Antônio da Platina; Ligia Perri, de Juranda; Lisiane Rocha Czech, de Teixeira Soares; Maria Beatriz Orso, de Cascavel; Mariluce Anchieta, de Astorga; Marisa Mior Acorsi, de Chopinzinho; Michele dos Santos, de Realeza; Roseli Celestino, de Ivatuba; e Simone Carvalho Bossa de Paula, de Rondon.

Fonte: CNA Brasil
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Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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