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Circuito Itinerante leva capacitações para produtores rurais de MS


Para fortalecer as cadeias produtivas do leite e horticultura, o Sistema Famasul, por meio do Senar/MS, e o Sebrae/MS iniciam na próxima segunda-feira (18) o “Circuito Rural”, ação itinerante que passará pelos municípios de Mato Grosso do Sul ofertando cursos gratuitos para pequenos produtores rurais. Terenos, distante cerca de 30 quilômetros de Campo Grande, foi escolhido para receber o projeto piloto, onde as unidades móveis ficarão até 20 de abril. 

Neste primeiro momento, a sede da Cooperativa Agrícola Mista da Pecuária de Corte e Leiteira da Agricultura Familiar (Cooplaf) receberá a iniciativa que, após a fase de testes, será expandida, com a proposta de atingir ao todo 30 municípios. O objetivo com o circuito é agregar valor à produção dos pequenos produtores, gerar renda e qualificar mão de obra, com a expectativa de atender até duas mil pessoas. 

Em cada local, o Circuito Rural ficará por um período de três dias, levando um container para capacitação em queijos artesanais; um ‘horti truck’ de capacitação em processamento de frutas e hortaliças; e o projeto Feira Segura, do Senar, que orientará os participantes na promoção de feiras livres com segurança. 

O superintendente do Sebrae/MS, Claudio Mendonça, explica que por meio do projeto, os produtores receberão conteúdo teórico e irão colocar o conhecimento em prática fazendo os produtos, que também serão comercializados. “Estamos com a estrutura de um mini laticínio para produção de seis tipos de queijos, e no ‘horti truck’, serão processadas frutas e hortaliças para fabricação de compotas e geleias. Também teremos a ‘Feira Segura’, do nosso parceiro Senar, onde os produtos serão expostos, concluindo a etapa da comercialização”, disse.

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“É mais uma parceria muito importante para o produtor rural. O projeto vai gerar novas oportunidades de negócios, permitindo que o homem e a mulher do campo demonstrem toda a qualidade de seus produtos e comercializem com melhores preços. Uma iniciativa que vai agregar valor aos produtos do agro de nosso estado, levando capacitação, com a praticidade e tradição de nossas feiras livres”, complementa o presidente do Sistema Famasul, Marcelo Bertoni.

O trabalho será executado nos municípios pelo Instituto BioSistêmico (IBS), e as unidades móveis irão percorrer, prioritariamente, feiras agropecuárias e outros locais estratégicos, para contemplar um número maior de interessados. Em breve, o Sebrae e o Senar irão divulgar o calendário com os municípios que receberão a ação.

Juntos pelo Agro
O Circuito Rural faz parte do programa Juntos pelo Agro, uma iniciativa do Sebrae e do Senar, que visa promover o desenvolvimento do agronegócio em Mato Grosso do Sul com foco na gestão, inovação e tecnologia. 

A parceria histórica entre as entidades vem promovendo uma série de ações no Estado, a exemplo do Empretec Rural, realizado pela primeira vez em dezembro de 2021. O seminário, desenvolvido exclusivamente para empresários rurais, reuniu mais de 20 participantes, que puderam fortalecer networking e identificar novas oportunidades de negócios. Neste ano, o curso irá abrir novas turmas.

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Também integra o Juntos pelo Agro o Negócio Certo Rural, um curso que leva noções de gestão eficiente das propriedades, para que o empreendedor rural possa adquirir novas competências e, ainda, envolver a família no gerenciamento e na busca por soluções para o dia a dia da propriedade. Somente em 2022, serão realizadas 40 turmas em MS, com foco nos grupos atendidos no Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), do Senar.

A novidade para 2022, além do Circuito Rural, é a oferta de bolsas de inovação rural para 10 bolsistas, que irão acompanhar por oito meses 150 produtores, levando ferramentas práticas de estímulo à inovação nas propriedades.

Fonte: CNA Brasil

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Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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