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Aprosoja MT reforça a importância do uso e ocupação do solo para a sustentabilidade da agricultura

O solo é um dos principais patrimônios do setor produtivo brasileiro. É a partir dele que se constrói a produção de alimentos, ao mesmo tempo em que se desenvolvem práticas sustentáveis voltadas à preservação dos recursos naturais. Para a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), o cuidado com o uso e a ocupação do solo é um compromisso indispensável para garantir o desenvolvimento do agronegócio mato-grossense, conciliando produtividade, conservação ambiental e responsabilidade social.

Os dados sobre o território nacional reforçam essa realidade. Atualmente, 65,6% do território brasileiro é composto por vegetação nativa preservada; 31,3% está localizado dentro de propriedades particulares; e apenas 10,8% é efetivamente ocupado pela agricultura, incluindo florestas plantadas. E ainda com todos esse números, o Brasil se consolidou como o maior exportador de soja do mundo, demonstrando que o avanço da produção ocorre por meio do uso eficiente do solo e da sustentabilidade.

De acordo com o vice-presidente leste da Aprosoja MT, Diego Dallasta, esse cenário evidencia o papel do produtor rural no uso e na ocupação responsável do território, além de ser o agente da preservação ambiental no campo, adotando sistemas que promovem a conservação do solo e garantem a sustentabilidade da produção a longo prazo.

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“O solo é o maior patrimônio do agricultor brasileiro. É dele que vem o sustento do produtor rural, que hoje tem plena consciência da importância de cuidar desse recurso essencial. Por isso, o produtor brasileiro tem se dedicado cada vez mais à preservação da saúde do solo, tanto do ponto de vista físico quanto biológico, entendendo que ele é o berço das raízes das plantas cultivadas e a base de toda a produção agrícola. Na prática, esse cuidado se traduz na adoção de sistemas como o plantio direto, em que não há o revolvimento do solo e não se utilizam mais grades niveladoras ou aradoras. Esse manejo contribui para a manutenção da saúde do solo, permitindo, ano após ano, o aumento da matéria orgânica, a redução da erosão e a preservação de suas características naturais. Com isso, o solo ganha mais vida e se torna capaz de produzir mais alimentos de forma sustentável”, afirmou Dallasta.

Em Mato Grosso, 60,3% do território corresponde a áreas preservadas, sendo 16,4% de terras indígenas, 39,1% de áreas protegidas e preservadas dentro de propriedades rurais e 4,8% de unidades de conservação. Já a área efetivamente utilizada para a produção agropecuária representa 33,9%, dos quais 14,4% são destinados à lavoura e à floresta plantada e 19,5% à pastagem plantada. Os outros 5,8% do território são ocupados por áreas urbanas e pastagens naturais.

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Para o 2º diretor administrativo da Aprosoja MT, Jorge Diego Giacomelli, o solo é a base da agricultura moderna e um dos principais fatores para a rentabilidade e a sustentabilidade das lavouras. “O solo é a base de tudo na agricultura. Para alcançar safras com alta produtividade, rentabilidade e sustentabilidade, é fundamental contar com um solo bem nutrido e com uma biodiversidade devidamente constituída”, afirmou Jorge.

Ao reforçar a importância do uso e da ocupação consciente do solo como pilar da agricultura brasileira, a Aprosoja MT reafirma seu compromisso com a sustentabilidade, por meio da disseminação de conhecimento técnico, do incentivo à pesquisa científica e de uma comunicação transparente com a sociedade, mostrando que é possível produzir mais, com responsabilidade ambiental e respeito às futuras gerações.

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Produtor rural de soja pede recuperação judicial após acumular dívida de R$ 4,4 milhões

O produtor de soja Francisco Airton Fernandes, de Campo Verde (a 134 km de Cuiabá), apresentou à Justiça de Mato Grosso um plano de recuperação judicial para reorganizar dívidas que somam R$ 4,4 milhões.

A recuperação judicial é um mecanismo utilizado por empresas e produtores em dificuldades financeiras para renegociar débitos com credores e evitar o encerramento das atividades. Durante o processo, o devedor pode obter proteção judicial contra cobranças e bloqueios patrimoniais enquanto tenta reorganizar a situação financeira.

Nos autos do processo, o produtor rural não detalhou especificamente quais fatores levaram à crise financeira, citando apenas argumentos relacionados à necessidade de superar dificuldades econômicas e manter a atividade produtiva.

Segundo o pedido apresentado à Justiça, o objetivo da recuperação judicial é permitir a renegociação das dívidas, reduzir encargos financeiros e garantir a continuidade das atividades no campo.

“Através do processo de Recuperação Judicial, negociar o passivo junto aos credores, reduzir o pagamento de juros abusivos, voltar a crescer, manter os empregos existentes e gerar novas vagas de trabalho”, consta em trecho do documento.

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O produtor também alegou possuir viabilidade econômica e afirmou confiar na recuperação da saúde financeira da atividade rural.

O plano de recuperação judicial funciona como uma proposta formal de pagamento aos credores, podendo incluir parcelamentos, prazos diferenciados e descontos sobre os débitos. Caso não haja acordo entre as partes, a legislação prevê a realização de assembleia de credores para decidir os próximos passos do processo.

A maior parte das dívidas está concentrada em contratos com o Banco do Brasil, especialmente em operações com garantia real.

Entre os débitos listados no processo estão valores trabalhistas, créditos bancários e dívidas quirografárias, totalizando R$ 4.452.879,67.

Na classe trabalhista, os valores incluem débitos de R$ 1.518 e R$ 150 mil.

Já entre os créditos com garantia real, o Banco do Brasil aparece com contratos que ultrapassam R$ 1,6 milhão, além de outros financiamentos rurais e bancários.

O processo segue em tramitação no Poder Judiciário de Mato Grosso.

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