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Aprosoja-MT e APEL conquistam cessão de maquinários para manutenção da MT-322


Aprosoja-MT e APEL conquistam cessão de maquinários para manutenção da MT-322

Movimento Pró-Logística da Aprosoja-MT e APEL se reuniram com o Governo do Estado para cessão de cinco maquinas para manutenção e melhoria da MT-322

09/02/2022

O Governo de Mato Grosso cedeu maquinários para Associação dos Produtores de Espigão do Leste (APEL) para obras de manutenção de 80 quilômetros da MT-322, Região Leste do Estado (entre a BR-158 e São José do Xingu). A medida é mais um pleito do Movimento Pró-Logística da Associação dos produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), que há anos acompanha as dificuldades encontradas pelos moradores locais.

Em reunião realizada nesta quarta-feira (09/02), no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, representantes da APEL e do Movimento Pró-Logística apontaram os gargalos da MT-322 ao governador Mauro Mendes, o vice-governador Otaviano Pivetta, o secretário de estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) Marcelo de Oliveira. A APEL ofereceu ao Estado a opção de realizar as obras de manutenção e melhoria do trecho de oitenta quilômetros, recebendo em contrapartida a cessão de maquinários para operar nos trechos.

Foram oferecidas pela Sinfra-MT duas motoniveladoras, uma pá carregadeira e duas escavadeiras hidráulicas que já estão disponíveis e poderão seguir para a região da MT-322. Em seguida será feito um chamamento para outras associações que se interessarem para uma parceria com o governo em fazer a manutenção da rodovia. Enquanto isso, a Associação dos Produtores de Espigão do Leste arcará com os custos da obra como mão de obra, óleo diesel e transporte. O Estado ainda deve liberar a cessão de mais dois rolos compactadores de solo assim que sejam adquiridos esses maquinários.

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Para o diretor-executivo do Movimento PróLogística de Mato Grosso, Edeon Vaz Ferreira, a situação da rodovia é precária e medidas como essa são necessárias para qualidade de vida dos moradores e agilidade no escoamento da safra. “São muitos os pontos críticos da MT-322, que dificultam a trafegabilidade, por isso há um tempo estamos nos reunindo para debater o assunto e hoje fizemos essa reunião para consolidar as ações com o do Governo Estadual que contribuíra muito com o escoamento desta safra e na melhoria da trafegabilidade de quem vive naquela região”, pontuou.

Quem convive com a estrutura na região explica as dificuldades enfrentadas são inúmeros pontos precários que resultam em caminhões atolados e até em tombamentos. “Na época da chuva, como agora, temos quatro pontos de atoleiros. Para conseguir escoar a safra de soja, as carretas carregadas demoram cinco dias para percorrer o trecho. Nesse tempo, além do risco de acidentes, muitas vezes perdemos a carga pela demora na chegada aos armazéns e receberem o processo de secagem”, apontou o presidente da APEL,  Alípio Porlítio.

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Com as obras de melhoria na região, em pouco tempo terá um avanço para o escoamento de cargas e acesso aos municípios. “O primeiro passo foi dado pela Aprosoja Mato Grosso, através do Movimento Pró-Logística e somos muito gratos por isso. Agora com a realização de melhorias na MT-322, teremos uma melhor trafegabilidade. Nesse trecho não passa apenas carretas carregadas, mas sim insumos para os municípios, ambulâncias e moradores”, lembra o presidente da APEL.

Fonte: Augusto Camacho

Assessoria de Comunicação

Contatos: Telefone: 65 3644-4215 Email: [email protected]

Fonte: APROSOJA

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Agro Notícias

União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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