Saúde
Úlcera provoca lesão no estômago
O Bem Estar desta terça-feira (3) falou sobre úlcera, uma doença quem, dependendo do caso, pode matar, como aconteceu com o personagem de Antonio Calloni na novela Éramos Seis.
O gastroenterologista Ricardo Barbuti explica que as úlceras são lesões na parede do estômago ou no duodeno. Elas se formam quando os ácidos do estômago são muito fortes. Com o uso equivocado de medicamentos, o surgimento de feridas pode ocorrer.
A úlcera que leva a morte é a que tem sangramento em descontrole. “As úlceras podem complicar de duas maneiras. A pessoa pode ter um sangramento e, se ele não for contido através de endoscopia ou cirurgia, o paciente pode morrer, principalmente se tiver uma pré-disposição. E a úlcera também pode perfurar. Pode ser profunda e acaba perfurando o órgão. Se o paciente não for tratado cirurgicamente e rápido, pode morrer”, diz Barbuti
Causas da úlcera
“A principal causa de úlcera gástrica e duodenal (estômago e duodeno) é a infecção pela bactéria H. Pylori. Precisa tratar”. Vale lembrar que metade da população mundial tem a bactéria no estômago, mas só mais ou menos 10% das pessoas com H. Pylori têm úlcera. Veja as principais causas:
- Predisposição (produção reduzida de muco protetor)
- Infecção pela bactéria H. Pylori
- Exagero no uso de anti-inflamatórios e ácido acetilsalicílico
Sintomas
- Sensação de dor, queimação ou pontadas
- Dor à noite
- Dor com estômago vazio
- Dor ao comer
- Vômitos com sinais de sangue
- Sangue no cocô
Prevenção
- Evite cigarro e álcool
- Controle e faça uso consciente de anti-inflamatórios e aspirinas
- Procure ajuda médica em caso de dor, vômito ou fezes com sangue
Bem Estar
Saúde
Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.
Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.
O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.
Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.
Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.
Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.
A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.
O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.
Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.
Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.
Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.
Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.
Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.
*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
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