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Saúde

Sarampo mata o dobro que o ebola na República Democrática do Congo

O sarampo já matou o dobro que o ebola na República Democrática do Congo. O ebola fez 2 mil vítimas, enquanto os mortos por sarampo chegam a quase 5 mil pessoas nos últimos 15 meses, segundo divulgado pela BBC. A maioria dos casos são em crianças.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a epidemia do sarampo é a maior do mundo e a que se move mais rapidamente. O Brasil é um dos países que passam por surto, com a circulação do vírus em 19 Estados, 14 mortes e mais de 10 mil casos confirmados.

Quatro milhões de crianças já foram vacinadas contra o sarampo na República Democrática do Congo, mas especialistas afirmam, segundo a BBC, que isso representa menos da metade do total no país e que não existem vacinas suficientes para todos.

Já a vacina contra o ebola foi aprovada pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) no último dia 11, no entanto já havia sido testada na população durante essa epidemia da doença na República Democrática do Congo.

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Chamada de Ervebo, foi desenvolvida pela empresa farmacêutica norte-americana Merck Sharp and Dohme (MSD).

A propagação do sarampo, assim como do ebola, encontra barreiras no país devido à infraestrutura precária, ataques aos centros de saúde e a falta de acesso à assistência médica de rotina, ressalta a BBC.

R7

 

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Saúde

MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.

Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.

A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.

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“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.

O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.

Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.

O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.

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Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.

As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.

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