Saúde
Santa Casa de Cuiabá suspende internações por falta de repasse da prefeitura
A Santa Casa de Cuiabá suspendeu as internações, nesta segunda-feira (11), em razão da falta de repasse no valor de R$ 3,6 milhões, por parte da prefeitura. De acordo com a diretoria do hospital, serão mantidos os atendimentos de hemodiálise e pacientes que fazem tratamentos contra câncer.
Ainda segundo a direção da Santa Casa, a prefeitura havia prometido o repasse, mas o recurso teria sido suspenso por orientação da Procuradoria Geral do Município, em razão de uma operação da Delegacia Fazendária (Defaz) que teria a unidade hospitalar como alvo.
Por meio da assessoria de imprensa, a prefeitura confirmou o acordo para o repasse de R$ 3,6 milhões como antecipação de serviços que ainda serão prestados. Também confirmou a suspensão do repasse em razão da investigação realizada pela Defaz.
Entretanto, a diretoria da Santa Casa afirmou que entrou em contato com a Defaz e que a informação de que o hospital seria alvo de uma investigação foi negada.
Ainda segunda a prefeitura, a Santa Casa tem uma dívida de R$ 24 milhões com o município. Parte deste montante é referente a cirurgias eletivas não executadas e, outros valores são devidos em razão de exames e outros serviços não prestados.
A assessoria de imprensa informou também que o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) está em viagem e deve se inteirar dos fatos para tomar providências.
G1 MT
Saúde
MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.
Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.
A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.
“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.
O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.
Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.
O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.
Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.
As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.
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