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Saúde

Primeira etapa de vacinação contra a gripe imuniza 17% das grávidas e 12% das crianças, diz Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde divulgou nesta segunda-feira (22), em Cuiabá, durante cerimônia de lançamento da Semana de Vacinação das Américas, os dados da campanha de vacinação contra a gripe, que teve início no dia 10 deste mês. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, participa do evento.

No Brasil já foram vacinadas 17% das gestantes e 12% das crianças do público-alvo. E, em Mato Grosso, foram 10,71% das grávidas e 6,58 das crianças.

De acordo com o Ministério da Saúde, a meta da semana conscientizar a população sobre a importância da vacinação como medida de saúde pública e desmistificar a campanha de notícias falsas contra vacinas.

Neste ano, a campanha deve vacinar 58,6 milhões de pessoas, entre 10 de abril e 31 de maio. Destas, 847.137 em Mato Grosso.

Na primeira fase da campanha, de 10 a 18 de abril, só estavam sendo vacinadas crianças e gestantes. Mas, a partir de agora, todos os públicos-prioritários podem procurar os postos de saúde para se vacinar.

Em Mato Grosso, a Campanha Nacional de Vacinação de 2019 foi lançada no dia 10 de abril, com o recebimento de parte das 914.600 previstas para o estado.

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Ao todo, o Ministério da Saúde diz ter enviado 63,7 milhões de doses da vacina aos estados.

São priorizadas crianças e gestantes, grupos mais vulneráveis às complicações causadas pela influenza. Neste ano, a faixa-etária do público infantil foi ampliada, de até 5 anos para até menores de 6 anos, incluindo 2,8 milhões de crianças na campanha. Neste ano, também, gestantes e crianças poderão atualizar as demais vacinas previstas na Caderneta de Vacinação.

G1 MT

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Saúde

MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.

Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.

A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.

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“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.

O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.

Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.

O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.

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Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.

As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.

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