Saúde
O que acontece com o corpo em uma intoxicação por formol
A morte de uma mulher de 31 anos após fazer uma escova progressiva no interior de São Paulo reascende o alerta sobre os riscos que produtos com formol oferecem.
A principal suspeita da Polícia Civil é de que Leidiane Ferreira dos Santos tenha sofrido uma reação alérgica aos produtos usados no alisamento capilar.
Diferentes substâncias da escova progressiva podem ter causado a reação alérgica, mesmo que em pequenas quantidades, de acordo com a dermatologista Damaris Ortolan, da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia).
O mais periogoso deles seria o formol, proibido por lei, mas que acaba sendo usado ilegalmente em alguns salões de beleza. O uso de formol para alisar o cabelo é considerado crime hediondo e infração sanitária, de acordo com o artigo 273 do Código Penal.
Ele é permitido apenas como conservante e endurecedor de unhas, com concentrações máximas de 0,2% e 5%, respectivamente, conforme resolução da diretoria colegiada da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
“Qualquer coisa que tinha ali dentro poderia causar a alergia. Mesmo que a pessoa tenha se exposto a pequenas quantidades, já pode ocorrer essa reação, tanto por inalação como por contato com a pele”, explica a médica.
O toxicologista Sergio Graff esclarece que a reação alérgica depende muito mais do organismo da pessoa do que do produto em si. “É uma resposta exagerada do sistema imunológico do indivíduo.”
Ele acrescenta que pelo fato de qualquer quantidade da substância ser capaz de provocar alergia, todos os cosméticos indicam no rótulo que seja feita a “prova do toque”.
“Você aplica uma pequena quantidade do produto numa região do corpo e espera 24 horas para ver se terá reação alérgica”, ensina o toxicoloxista.
A principal preocupação quando se fala em intoxicação por algum tipo de produto é o choque anafilático. “É uma reação alérgica muito grave, que [ocorre] em minutos ou segundos, com a grande liberação de uma substância chamada histamina”, explica Damaris.
Os sintomas incluem inchaço na pele e nas vias respiratórias, náuseas e vômitos. Casos extremos podem levar à morte.
“Os vasos sanguíneos têm uma dilatação maior, a pressão cai, e a partir do momento em que a circulação [sanguínea] é alterada, não chegam os nutrientes e oxigênio necessários aos órgãos, então o organismo entra em colapso”, detalha a dermatologista.
Ela ressalta ainda que a morte de Leidiane pode ter sido causada pela intoxicação por formol, que pode acontecer com qualquer pessoa que for exposta a grandes quantidades, via inalação. “O produto evapora, aí a pessoa inala e tem intoxicação”, explica.
De acordo com a especialista, a possibilidade de ocorrer intoxicação por contato é mínima. “É difícil conseguir absorver grandes quantidades de formol através da pele”.
A intoxicação pode ser leve, moderada e grave. “A circulação do formol no organismo pode danificar diversos órgãos e ser fatal”, alerta Damaris.
O toxicologista Sergio Graff ressalta que todas as substâncias usadas em alisantes possuem pH altamente alcalino, por isso são corrosivas e, em alta concentração, podem queimar a pele.
“O ideal antes de fazer qualquer procedimento é perguntar qual o produto usado e verificar na embalagem se tem registro na Anvisa”, aconselha.
R7
Saúde
MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.
Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.
A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.
“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.
O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.
Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.
O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.
Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.
As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.
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